PS fez o diagnóstico da saúde na Maia

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Terminou ontem o périplo da saúde levado a cabo pela candidatura “Nova ideias, mais trabalho”, do Partido Socialista (PS). Incluiu visitas a três Unidades de Saúde Familiares (USF) e uma reunião com a directora do Agrupamento de Centros de Saúde da Maia, Luísa Fontes. A primeira paragem foi em Pedrouços, na USF Saúde em Família, seguindo-se a visita à USF Odisseia, na freguesia de Vermoim. Já na quarta-feira, foi visitada a USF de Pedras Rubras, com o lema “Respirar Saúde”.

 

Tendo a médica Sónia Baeta como cicerone, os cabeças-de-lista do PS à câmara e assembleia municipal, Mário Gouveia e Luís Rothes, acompanhados ainda por Jorge Andrade, ficaram a conhecer as instalações da USF criada a 29 de Dezembro de 2006, no edifício do Centro Cívico da Vila de Moreira. Ali trabalham dez médicos, estando nove agregados à USF, entre as 8h30 e as 20h00. E embora haja ainda população a descoberto, a profissional de saúde afirmou que o espaço não tem estrutura para acolher mais médicos.

Ora, a falta de espaço foi um dos problemas elencados pela médica nesta recepção ao PS, lamentando os espaços “algo pequenos” e até “janelas que não abrem”, concluindo que, “para uma estrutura de raiz, poderia ter sido melhor”. Este cenário com que se depararam os candidatos socialistas na USF de Pedras Rubras foi o oposto do que tinham visto nas USF Saúde em Família e Odisseia, com “espaços muito bons, bem dimensionados, com áreas grandes, com zonas arejadas, com mobiliário muito bom”, enumerou Mário Gouveia.

Questões de espaço à parte, Sónia Baeta confessou-se agradada com o modelo das USF, pelo facto de ir ao encontro dos doentes para cumprir os indicadores. Descendo ao rés-do-chão do edifício, os candidatos socialistas conversaram com uma das enfermeiras da USF, que acrescentou como mais-valia deste modelo o “tratamento mais personalizado”. Apesar do “imenso trabalho” e de ser “tudo muito pequenino”.

O que não há nesta USF de Pedras Rubras, revelou a clínica quando confrontada com as questões dos candidatos, é uma rede organizada de apoio ao nível dos cuidados continuados e paliativos, assim como “está um bocadinho esquecida” a relação com as escolas, para chegar aos utentes adolescentes. É nesta faixa etária que surgem também as preocupações com a gravidez precoce, não havendo nesta USF registo de casos significativos. Mas “há muito recurso à pílula do dia seguinte”, revelando que “o planeamento familiar não está a ser eficaz”, concluiu a médica.

Equipas multidisciplinares

À saída da USF de Pedras Rubras, Mário Gouveia fez um balanço positivo das visitas e acrescentou aos motivos da satisfação o facto de ter sido o Governo socialista a implementar o modelo das USF, concluindo das visitas às unidades do concelho que “foi uma grande política de saúde a que foi implementada com este Governo”, no âmbito dos cuidados de saúde primários. Aliás, como reflectem os utentes e os próprios profissionais de saúde. A este propósito, ainda durante a conversa com Sónia Baeta, Luís Rothes salientou o facto de, “pela primeira vez”, os utentes se confessarem satisfeitos com os serviços de saúde.

Mas porque “ainda há utentes sem médico de família”, o candidato à presidência da Câmara da Maia assegurou que o PS vai continuar preocupado com a saúde dos maiatos e com a resposta às suas necessidades, o que poderá passar pela criação de novas USF. Mais ainda porque “nunca vimos da parte do executivo PSD demonstrar essa preocupação, a não ser aquando das inaugurações”, alertou Mário Gouveia.

As atenções socialistas do PS com a saúde vão muito para além do que oferece a actual estrutura dos cuidados de saúde primários. Consideram os candidatos à Maia que, para além da dupla médico / enfermeiro, que se tem revelado de sucesso, urge criar nas unidades de saúde equipas multidisciplinares “para fazer um acompanhamento mais positivo”. Por exemplo, com a integração de um profissional da área da psicologia. Essa necessidade admitiu também Sónia Baeta, recordando o contributo dado em tempos por duas psicólogas estagiárias. Mas acrescentou ao rol das especialidades benvindas à unidade de saúde o nutricionismo, até porque começam a aparecer “algumas crianças obesas”.

Marta Costa