PS reclama “rigor” na atribuição dos subsídios

0
181

“Falta de transparência de rigor e de critérios na atribuição de subsídios às colectividades desportivas” foi o argumento usado pelos vereadores do Partido Socialista (PS) na Câmara Municipal da Maia para chumbar a proposta da maioria do PSD aprovada na reunião do executivo do passado dia 3 de Dezembro. Reclamam “transparência e critérios e não outros interesses que nada têm a ver com a prática desportiva ‘Corpo são, mente sã’”.

Em nota de imprensa enviada depois da reunião, os vereadores socialistas consideram não ter havido “qualquer critério objectivo para a distribuição” dos subsídios às colectividades. Em causa está o facto de mais de 36 por cento do valor global de 1.224.069,68 euros ser “distribuído por duas colectividades, enquanto a maioria recebe apenas 13 000 euros”.

O subsídio mais elevado referente à época 2009-2010 será atribuído à Associação Atlética de Águas Santas (andebol), no valor total de 197.500 euros. Com 168.150 euros segue-se o Castelo da Maia Ginásio Clube (voleibol). Na mesma modalidade, a Câmara da Maia aprovou a atribuição de um subsídio de 95 mil euros ao Grupo Desportivo e Cultural de Gueifães. Destaque ainda para os 75 mil e os 50 mil euros a atribuir, respectivamente, ao Pedrouços Atlético Clube e à União Ciclista da Maia.

O valor mais baixo da tabela a que PRIMEIRA MÃO teve acesso, e aprovada a 03 de Dezembro, são cinco mil euros de subsídio. É quanto vão receber o Clube de Karaté da Maia e o S. Cosme Ténis de Mesa Clube. Na proposta aprovada pelo executivo – com os votos contra do PS – sublinha-se ainda que os valores a atribuir à Atlética de Águas Santas, ao Castelo da Maia Ginásio Clube e ao Grupo Desportivo de Águas Santas (18 mil euros) incluem “o apoio parcial pertinente à manutenção das infra-estruturas próprias e nos gastos com os consumos da água, gás e segurança”.

Por modalidades, a maior fatia do valor global de subsídios aprovado vai para o andebol (355.100,00 euros) seguindo-se o futebol (272.000,00) e o voleibol (263.150,00).

Embora admitindo que é obrigação da autarquia apoiar a colectividade, e reiterando-se “a favor” dessa atribuição, o PS defende que esses apoios “sejam atribuídos em função do trabalho que cada colectividade realiza, tendo em conta o número de jovens e escalões, as condições técnico-pedagógicas das colectividades, o plano de actividades”, pode ler-se na mesma nota de imprensa. Esta é a sugestão dos vereadores “rosa” como alternativa ao modelo de atribuição de acordo com os campeonatos disputados pelas equipa seniores das colectividades em questão.

Marta Costa