PSD responde ao PS: não é “mercantilismo” é “respeito” pelos autarcas

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foto de arquivo
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O PSD respondeu ao comunicado do PS Maia, que acusa o presidente da Câmara de «trocar obras por candidaturas pela sua força política», aludindo ao anúncio da presidente de Junta de Milheirós, Maria José Neves de se recandidatar este ano pelo PSD/CDS e deixar de lado a coligação PS/JPP, pela qual foi eleita como independente há 4 anos.

O vice-presidente da concelhia social-democrata da Maia, António Fernandes, é categórico, “o PSD congratula-se com decisão da Presidente de Junta” e aquilo que o PS chama de “mercantilismo do presidente da Câmara é apenas o exemplo de “competência, reconhecimento e respeito” pelos autarcas das freguesias eleitos pelo povo.

A Coligação ‘Maia em Primeiro’ (PSD/CDS) tem um respeito incondicional pelos autarcas escolhidos pelos maiatos, refere, que se reflete “na forma como tratamos os presidentes de junta, sejam eles de que quadrante político forem”, o que “faz com que seja natural uma aproximação grande entre o presidente da Câmara e estes autarcas”.

António Fernandes, em nome do PSD, afirma que “o caso de Milheirós é paradigmático disso mesmo. Sendo a Maria José uma autarca sem filiação partidária, decidiu recandidatar-se a presidente de junta na força política que mais garantias lhe dá de poder servir ainda melhor os milheiroenses. O PSD acolhe-a de braços abertos, já que demonstra ser uma autarca muito competente, que granjeia o carinho da sua população e, apesar de ser independente, sempre foi da esfera política do PSD”.

 

Afinal, trata-se aqui de uma relação de “respeito entre dois presidentes escolhidos pelos maiatos, que a bem da verdade da ação política autárquica se irão apresentar a sufrágio nas eleições da mesma forma com que estiveram no decurso do mandato que agora termina – irmanados nos mesmos projetos autárquicos, apoiando-se mutuamente para aportar ainda mais qualidade de vida”.

 

O PSD declara perceber a “amargura” do presidente do PS Maia, reconhecendo mesmo que “ele não é responsável pelos ínvios caminhos trilhados pelo PS neste mandato”. Ainda assim, a “participação do PS na coligação negativa que é a maior força da oposição no município tem e terá consequências autárquicas”. Esta decisão de Maria José Neves é apenas uma dessas consequências políticas.

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