Reabilitar a habitação social na Maia

0
222

A Câmara Municipal da Maia, através da empresa municipal “Espaço Municipal – Renovação Urbana e Gestão do Património”, prepara-se para investir cerca de seis milhões de euros em obras de conservação e reparação de 29 empreendimentos de habitação social do concelho. A intervenção será faseada, mas arranca já este ano com trabalhos em cinco empreendimentos.

A primeira fase do empreendimento do Meilão, em Águas Santas, será o primeiro local a entrar em obras. Ao todo, serão investidos 1,6 milhões de euros para recuperar 252 habitações (de tipologias T1 a T4), bem como 200 lugares de estacionamento. Ainda para o corrente ano estão previstas intervenções nas Casas de Moreira, na Arroteia e Travessa Gonçalo Mendes (Pedrouços) e ainda no empreendimento dos Maninhos (Gueifães). São mais 935 mil euros no total das intervenções que vão beneficiar 131 fogos, 106 espaços de estacionamento e quatro estabelecimentos comerciais e cinco arrumos.

Regra geral, as obras de reabilitação previstas serão efectuadas “no exterior dos edifícios através da recuperação e limpeza de fachadas e obras de manutenção no interior dos edifícios com substituição de material com maior desgaste”, pode ler-se numa nota da autarquia.  À margem da entrega dos prémios da rubrica “Pinta o Desenho”, nos Paços do Concelho, o presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, admitiu ainda intervenções pontuais no interior das habitações:

[audio:PROHABITA.mp3]

Acrescentou ainda o autarca que os respectivos concursos já foram lançados, devendo as obras arrancar já em Julho.

Os projectos em causa serão ainda alvo de uma candidatura ao Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) para os apoios previstos no PROHABITA  – Programa de Financiamento para Acesso à Habitação. O presidente do conselho de administração da Espaço Municipal, Fialho de Almeida, já entregou a proposta à autarquia, que a discute manhã na reunião do executivo.

Mas o PROHABITA contempla ainda apoios ao nível da construção ou aquisição / arrendamento de prédios ou fogos vagos. Fialho de Almeida adiantou a Primeia Mão que já foi apresentada uma proposta ao IHR, tendo em conta o “saldo” de cerca de 700 fogos:

[audio:FIALHO.mp3]

O PROHABITA foi criado com o intuito de resolver “situações de grave carência habitacional de agregados familiares residentes no território nacional”. Para a sua concretização, são celebrados acordos de colaboração entre os municípios (ou associações de municípios) e o IHRU.

Marta Costa

(Notícia a desenvolver na edição de sexta-feira de Primeira Mão)