Resíduos à vista em estaleiro da câmara

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A Maia não escapa a um cenário comum noutros concelhos do país: o lixo depositado ilegalmente em locais públicos, mas também o há em áreas privadas. É disso exemplo o cenário encontrado na freguesia de Silva Escura, no passado sábado, durante uma incursão pela mata junto à Rua Souto de Barreiros. À direita deste caminho havia lixo depositado ilegalmente, mas era também visível algum à esquerda, já dentro de uma vedação.

Se à face da estrada se via apenas uma alta vedação em chapa, pela rede lateral vê-se muito mais. Aos armazéns abertos, alguns já com os telhados partidos e que parecem votados ao abandono, somam-se resíduos a céu aberto. Junto aos edifícios, são inúmeros os contentores em tempos usados para a deposição do vidro para reciclagem e pneus encostados às instalações. Mais perto da área de mata, há outros contentores de lixo, muitos plásticos, pára-choques, tampões e bancos de automóveis, a carcaça de uma viatura, restos de um sofá e muita rama de árvores.

No exterior, não há qualquer indicação sobre o que são e a quem pertencem estas instalações, a não ser uma placa com o nome da empresa de segurança que ali opera. Mas PRIMEIRA MÃO ouviu nas imediações que se trataria de um estaleiro da Câmara Municipal da Maia, também usado pela Maiambiente. Isso mesmo confirmou o presidente da Junta de Freguesia de Silva Escura, José Sousa Dias. Segundo o autarca, “durante muito tempo” este estaleiro foi usado pela câmara para colocar os veículos abandonados na via pública. E se lhe parecia estar agora “desactivado” e a funcionar apenas como armazém, José Sousa Dias confirmou junto do Departamento de Ambiente da autarquia que a actividade se mantém neste estaleiro, sendo as viaturas desmanteladas e encaminhadas para reciclagem.

PRIMEIRA MÃO tentou confirmar estas informações e o estado actual do referido estaleiro de Silva Escura junto da Câmara Municipal da Maia. O Gabinete de Imprensa fez saber que o assunto à da responsabilidade de Helena Lopes, do Departamento de Ambiente, mas até ao fecho desta edição não foi possível o contacto.

Da Empresa Municipal de Ambiente, o director-geral esclareceu tratar-se de um “parque de sucatas” gerido pela autarquia, sendo que a Maiambiente “não recorre a esse espaço”. Questionado sobre os vidrões ali amontoados, Carlos Mendes admitiu que os equipamentos, considerados “material sem interesse”, possam ter sido colocados nestas instalações no período de transição dos serviços da Câmara da Maia para a empresa municipal. Mas “desde há muito tempo, o nosso equipamento é gerido nas nossas próprias instalações”, afiançou.

Marta Costa