Ryanair abre seis destinos no Aeroporto e Assembleia Municipal mostra-se solidária com pessoal de voo da companhia aérea

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obras no Aeroporto atrasadas
Aeroporto Francisco Sá Carneiro
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A companhia aérea Ryanair anunciou no dia 9 que vai estrear seis novos voos, com partida do Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Essas linhas terão como destinos: Sevilha, Alicante, Brive, Cagliari, Marraquexe e Veneza.

A empresa apresentou um plano de investimentos para Portugal, na ordem dos 100 milhões de euros, a que correspondem 12 novas rotas, destas, seis são no Porto, três em Lisboa e três em Faro.

No Porto, a ligação para Sevilha terá a periodicidade de três vezes por semana, enquanto as restantes – Alicante, Brive, Cagliari, Marraquexe e Veneza – contarão com dois voos semanais.

Assembleia Municipal da Maia aprovou moção do BE solidária com o pessoal de voo da Ryanair

O documento foi apresentado pela bancada parlamentar do Bloco de Esquerda na última sessão de 27 de setembro e foi aprovada por unanimidade.
A moção começa por recordar que «estão a ocorrer cancelamentos de voos no Aeroporto Sá Carneiro, sito no concelho da Maia, e noutras cidades europeias na sequência de ações de luta do pessoal de voo da Ryanair».

E reconhecendo que «nos últimos anos, os voos de baixo custo possibilitaram um enorme crescimento do turismo internacional», o BE não deixa de sublinhar que «a utilização por muita gente dos voos ‘baixo custo’ não pode fazer-nos esquecer o lado negro das companhias como a Ryanair: imposição da lei irlandesa (menos favorável aos trabalhadores) nas relações laborais/não aceitação da sindicalização do pessoal de voo/dumping social (degradação dos salários e condições de trabalho)/evasão fiscal (não descontando o devido para a segurança social – os encargos sociais na Irlanda são quatro vezes inferiores aos da França, por exemplo) e sistemática infração às leis nacionais e comunitárias (há vários processos judiciais em curso no Tribunal de Justiça da União Europeia)».

O BE refere-se também na moção a outra dimensão pouco falada da Ryanair e que afeta a cidade do Porto: «a desqualificação dos aeroportos onde e quando obtém um papel dominante. De acordo com os últimos dados da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), só a Ryanair tem uma quota de 38% no número de passageiros no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, não chegando a 20% da quota das companhias de bandeira, como a TAP. Em contraste, as companhias aéreas tradicionais transportam mais de 56% dos passageiros do Aeroporto de Lisboa».

Os bloquistas alertam: «o domínio das companhias ‘low cost’ na fixação dos percursos e destinos das viagens (não ligando as principais cidades) pode ter efeitos desastrosos».

A moção aprovada tem por objetivo «manifestar a sua solidariedade ao pessoal de voo da Ryanair», como ponto 1, e ainda, no ponto 2, «solicitar ao governo, autarquias e outras entidades oficiais que assumam a sua responsabilidade, combatendo o continuado desrespeito da Ryanair pelas leis portuguesas».

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