“Se está mal, têm que reparar”

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Sem falar na existência de erros, o presidente da Câmara Municipal da Maia admite a necessidade de correcções do traçado na zona de saída da Auto-Estrada A3 para a A4.

Foi esta a resposta de Bragança Fernandes ao apelo lançado a 21 de Janeiro pelo Partido Socialista (PS) de Valongo. Em comunicado, a comissão política reclamou dos municípios da Maia e de Valongo e da Estradas de Portugal (EP) “melhorias no piso e eventual correcção do traçado na zona de saída da A3 para a A4”, de forma a corrigir o que o classifica de “erros estruturais”. Mas reconhecendo que “as acessibilidades melhoraram significativamente”.

O autarca maiato diz tratar-se de uma responsaibilidade do Estado e não das autarquias, mas admite que possa haver problemas técnicos a colmatar para melhorar a segurança rodoviária dos cidadãos.

Ouça as declarações de Bragança Fernandes:

[audio:ESTRADAS_BF.mp3]

Contactado por PRIMEIRA MÃO, o Gabinete de Comunicação Institucional da Estradas de Portugal respondeu, via e-mail, que a EP “não tem conhecimento de nenhum erro estrutural, nem de concepção, ao tempo da aprovação dos respectivos projectos da A3 e A4, que a EP acompanhou”. E acrescenta que a representação do Estado junto das concessionárias Brisa e Aenor é, agora, assegurada pelo Instituto de Infra-estruturas Rodoviárias (InIR). Este Instituto Público adianta que “está previsto um programa de acção inspectivo, com vista a apurar, com dados técnicos, as situações irregulares”, abrangendo esse plano os itinerários abordados pelo PS de Valongo.  Resta aguardar pelas conclusões e decisões a tomar, “designadamente a adopção de medidas correctivas pelas concessionárias da rede”.

Marta Costa

(Notícia a desenvolver na edição desta semana de Primeira Mão)