Seis novas viaturas amigas do Ambiente apresentadas hoje

0
267

Esta sexta-feira, dia 7, pelas 18h00, a Câmara da Maia e a Maiambiente, empresa municipal responsável pela recolha de resíduos, procede à apresentação de seis novas viaturas, que não usam combustível fóssil tradicional e, por isso, são amigas do ambiente. Na fundação Gramaxo, serão apresentados quatro veículos elétricos e dois a gás natural.

Marta Peneda, vereadora do Ambiente da Câmara da Maia (também elemento com assento no Conselho de Administração da Maiambiente), explicou ao Primeira Mão que as quatro viaturas elétricas foram “adquiridas pela Maiambiente no âmbito de uma candidatura apresentada ao programa Fundo Ambiental. Tiveram um custo global de 64 mil euros e receberam uma comparticipação de 25%”.

Por outro lado, as “duas viaturas movidas a gás natural comprimido (GNC), agora entregues ao município da Maia pela Lipor, fazem parte de um conjunto de 14 viaturas, financiadas através de uma Candidatura efetuada ao POSEUR, num investimento total de um milhão e novecentos mil euros, com um custo unitário na ordem dos 171.500 euros. 75% desse valor foi financiado por esse Programa, tendo os restantes 15% sido suportados pela Lipor”

Também entrevistado pelo Primeira Mão, o presidente do CA da Maiambiente, Paulo Ramalho (vereador das Relações Internacionais na CMM), explicou que as viaturas a gás estavam durante esta última semana em fase de parametrização para os serviços e que vão entrar ao serviço logo após a sua apresentação pública de hoje. Estas são “do tipo pesado e destinam-se à recolha seletiva porta à porta de resíduos urbanos, preferencialmente orientadas para os fluxos de materiais recicláveis, como o papel, as embalagens e o vidro. Por sua vez, as viaturas movidas a energia elétrica, que já se encontram em utilização desde o passado mês de maio, são do tipo ligeiro comercial e destinam-se essencialmente aos serviços de fiscalização e manutenção”.

Quer Paulo Ramalho quer Marta Peneda referem que há muitas vantagens neste tipo de viaturas amigas do ambiente. A vereadora do Ambiente reforça que “é seguro que nos casos das viaturas a gás (GNC), existam ganhos relevantes ao nível da redução das emissões poluentes, nomeadamente de partículas, e também na redução do ruído. Tendo em conta os atuais preços por litro do gasóleo e do gás, bem como a redução do consumo médio em litros/100km, certamente que também existirão poupanças significativas ao nível financeiro. No caso das viaturas elétricas, as vantagens são ainda mais evidentes. Desde logo ZERO emissões de CO2 e ZERO ruído. Quanto aos custos associados ao consumo de energia, e tendo em conta os dados já apurados, podemos observar uma redução de custos superior a 70%”.

Paulo Ramalho acrescenta que “a utilização de viaturas movidas a gás e elétricas insere-se nas orientações estratégicas e comunitárias adotadas pela Câmara Municipal e pela Maiambiente, de promoção da sustentabilidade ambiental, através da utilização de energias alternativas, tendo em conta o objetivo de redução das emissões dos gases de estufa e seus efeitos, nomeadamente ao nível das alterações climáticas, onde os transportes têm um papel nuclear”.

Diz Paulo Ramalho que o município está num “claro alinhamento com as orientações, objetivos e metas, emanadas do Acordo de Paris de 2015 e da Agenda 2030, também aprovada pelas Nações Unidas em 2015. Não podemos também esquecer o impacto económico, pois como anteriormente dissemos, a utilização destas viaturas presta um contributo relevante para a redução dos custos com combustíveis, e consequentemente para a boa sustentabilidade financeira da empresa”.

E a vereadora Marta Peneda acrescenta: “sendo a Maia um concelho que apresenta uma longa tradição na aposta da qualidade de vida e promoção da descarbonização através de diversas ações ligadas ao ambiente, planeamento e gestão urbana, desenvolvimento sustentável e promoção da cidadania, vejo estas medidas como decisões naturais, coerentes e em perfeita linha com um domínio que é, e sempre foi, entendido como uma prioridade”.