Silva Tiago participou no debate do PRR apontando a ineficácia da rede de autoestradas que atravessa a Maia

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No âmbito do debate público implementado pelo Governo para discutir o PRR – Plano de Recuperação e Resiliência – antes deste ser apresentado em Bruxelas, foi promovido ontem um seminário digital, via zoom.

PRR em Debate – Infraestruturas, a iniciativa contou com a presença de ministros, como Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, e Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, bem como a participação de diversos autarcas, entre eles o presidente da Câmara da Maia, Silva Tiago.

O autarca deu o seu contributo para este plano nacional, focando a estratégia implementada na Maia a este nível das infraestruturas.

Sendo a Maia o centro da mobilidade da “coroa norte da Área Metropolitana do Porto”, o presidente da Câmara salientou o excesso de taxas na circulação (portagens), que prejudica o “potencial económico” da região.

“A excelente rede de autoestradas serve deficientemente a economia local, regional e nacional porque carece de capilaridade, sendo absolutamente desprovida de ligações ao território onde está instalado um tecido empresarial, que, por via disso, não consegue libertar todo o seu potencial económico”, explicou Silva Tiago.

O autarca exemplificou: “veja-se a A3, que atravessa o território da Maia de Sul para Norte sem qualquer nó de serviço local, apenas com dois nós cegos situados nos dois limites do concelho, ou o caso do terminal de carga aéreo no aeroporto internacional, que apesar de estar a dois passos da A28 não tem acesso direto a partir desta; ou ainda a falta de ligação do mesmo aeroporto à rede ferroviária nacional, apesar de passar perto a linha da circunvalação de Leixões, pela qual seria possível ligar à Galiza, ao Douro e a Sul; ou a implantação, a todos os títulos incompreensível e desprovida de racionalidade económica e de serviço à população, dos pórticos de portagem da A41, no território do município da Maia, sobrecarregando desmesuradamente as vias secundárias de que é paradoxal exemplo o designado inferno da VCI”.

O presidente da Câmara da Maia apontou soluções, propondo novos pontos de ramificações das vias, referindo que o “PRR constitui uma oportunidade ouro para transformar as redes viária e ferroviária” regionais.

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