Silva Tiago tem intenção de se recandidatar à presidência da Câmara

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António Silva Tiago

“Não é em quatro anos que fecho o meu ciclo de vida em prol da Maia”, foi com esta afirmação ao Jornal de Notícias que o presidente da Câmara da Maia admitiu recandidatar-se ao cargo, no próximo ano, caso não perca o mandato no processo consequente da dívida da TECMAIA.

António Silva Tiago afirmou àquele jornal que se sente “tranquilo” em todo este processo e lembra que, na questão da dívida ao fisco da TECMAIA, “dos quase 1,5 milhões de euros pagos pelo município à Autoridade Tributária, cerca de 814 mil euros já foram devolvidos”. Mais de metade da dívida que o fisco reclamava da antiga empresa municipal (e que a Câmara da Maia pagou) foi anulada pelo tribunal ou considerada indevida (e devolvida) pela própria AT.

Ainda assim, os autarcas continuam na batalha judicial combatendo a perda de mandatos devido a este processo. Silva Tiago e Mário Neves viram recentemente o Supremo devolver à segunda instância a decisão da legitimidade de o JPP interpor a ação e o pedido de perda de mandato.

Entretanto, o Ministério Público recorreu após o tribunal absolver a vereadora da Educação, Emília Santos, e desta forma não lhe retirar o mandato.

No passado dia 12, o JN noticiava que o Ministério Público resolveu recorrer da sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Porto, que tinha considerado “improcedente” a ação sobre a perda de mandato de Emília Santos, absolvendo-a por não ter sido provada uma união de facto com Bragança Fernandes, presidente da Assembleia Municipal e antigo administrador da TECMAIA. União, que, segundo a acusação do JPP, iria beneficiar a vereadora na aprovação da proposta que fez recair sobre a Câmara da Maia a dívida da empresa municipal de cerca de 1,5 milhões de euros e que foi aprovada na reunião do executivo por Emília Santos.

O Ministério Público quer provar esta ideia e recorreu da sentença do TAF.