Silvestre Pereira preocupado com a Enigma

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O futuro da Associação de Solidariedade Social Enigma, na Maia, continua… enigmático. Para medir o pulso às dificuldades que a instituição atravessa, o dirigente maiato do Bloco de Esquerda, Silvestre Pereira, visitou, na passada sexta-feira, as antigas instalações da estação de Caminhos de Ferro da Maia, onde funciona actualmente a Enigma.

Em questão está a ameaça do espaço, com a futura passagem de uma ciclovia no canal da antiga linha de comboios, que fazia a ligação entre a Trindade e Guimarães e que se encontra, de momento, desactivada entre a ponte sobre o rio Leça e a estação de Mandim do Metro do Porto. Para já, não há certezas para o destino das 207 crianças que são acolhidas pela Enigma.

Ainda que com o futuro marcado pela incógnita Silvestre Pereira traça um cenário animador, ainda que no imediato, das condições da instituição. O que o líder bloquista da Maia viu foram “crianças e educadoras a efectuar as suas actividades com alegria”. Mesmo assim, Silvestre Pereira considera “urgente” encontrar soluções “para uma associação que tanto faz pelas crianças maiatas, algumas com necessidades educativas especiais”, referindo-se a crianças autistas que são recebidas pela Enigma.

Não podemos dar prioridade a um projecto sem resolver este problema”

A frase é de Silvestre Pereira, em alusão ao quase certo “corte” da associação, quando por lá passar a ciclovia. O dirigente do Bloco espera que a Câmara Municipal “considere a Enigma um parceiro importante no cuidado com estas crianças” e pede que a autarquia não se esqueça das “207 crianças, dos funcionários e dos educadores”, que considera terem “uma experiência de saber feito ao longo dos 14 anos de funcionamento da instituição e que têm de ser tidos em conta numa possível e eventual mudança”. Silvestre Pereira vai mais longe: “Pedimos, ou melhor, exigimos que a Câmara Municipal da Maia faça alguma coisa em relação à Enigma”.

A “luta” já está a ser preparada. Silvestre Pereira garante que vai defender a instituição de solidariedade social em Assembleia Municipal, porque “a Câmara tem que prestar apoio do ponto de vista social” à “população” da Enigma. Para o bloquista, “não faz sentido cortar a instituição com uma ciclovia por aqui dentro” quando há problemas mais graves por resolver e espera “que o bom senso exista sempre” por parte da edilidade maiata.

Quanto ao Bloco de Esquerda, as reivindicações estão garantidas. “Vamos estar sempre deste lado da barricada no sentido de arranjar soluções para a Enigma. Não temos soluções na manga, mas pensamos que a Câmara já pensou em soluções para este problema”. Porque “o importante é dar paz a este gente”, remata Silvestre Pereira. “A Enigma é uma solução e não um problema”, finaliza o líder do Bloco de Esquerda na Maia.

Pedro Póvoas

1 COMENTÁRIO

  1. Aproveitamento Politico de um caso que não o é.
    Os “donos” da Enigma continuam com a sua campanha de querer fazer passar para a opinião pública a mensagem de que as instituições autárquicas, nomeadamente a Junta de Freguesia e a Câmara, querem acabar com a Enigma.
    Sendo a Enigma uma “Associação de Solidariedade Social” tem a obrigação de ajudar a Sociedade onde está inserida com programas de Solidariedade.
    Sabendo que a Enigma tem tido, desde a sua fundação, ajudas importantes quer da Junta de Freguesia, quer da Câmara Municipal, quer ainda do Estado, por ser uma IPSS, não tem dado a resposta Social que foi o objecto da sua constituição.
    Senão vejamos:
    As obras, no espaço ocupado foram feitas pela Junta de Freguesia e Câmara Municipal;
    A renda do edifício, a água e a luz, têm sido pagas pela Junta de Freguesia.
    Em contra partida a Enigma comprometia-se a ajudar os filhos das famílias mais carenciados da Freguesia e do Concelho…
    Vemos que o filho de uma família carenciada da nossa freguesia (muitas das quais estão a viver com a ajuda do Banco Alimentar) tem que pagar uma mensalidade de 72,00€ para frequentar a Enigma.
    Pergunto onde está a vertente “Solidariedade Social” da Enigma?
    Se o número de “utentes” da Enigma é de 207 e se os “carenciados” pagam 72,00€, parece-me que esta instituição tem um cariz bastante comercial e pergunto-me o que é que a Enigma quer fazer passar para o público em geral com esta campanha de vitimização?
    A Enigma deveria publicar, ou a facultar aos seus interlocutores, as contas de gestão, para realmente sabermos a razão que lhe assiste, nesta “luta”.
    Por fim, vai ser inaugurada a nova Escola EB1/Maia, muito perto das instalações da Enigma, que segundo sei vai ter um ATL, para servir todos os alunos Maiatos.
    Há imensas IPSS no Concelho e quanto me dá ver a Enigma é uma preveligiada!
    J Tomé

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