Socialistas vão escolher entre António Ramalho, Mário Gouveia e Paulo Rocha (2)

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No próximo sábado, dia 20, a concelhia do PS Maia vai estar aberta entre as 15h00 e as 19h00 para a eleição do novo líder local. Há três candidaturas a sufrágio, lideradas por António Ramalho, Mário Gouveia e Paulo Rocha.

Jorge Catarino, atual presidente da Comissão Política Concelhia (CPC) não se recandidata, dando o seu apoio preferencial a António Ramalho e à moção “Unir, honrar, trabalhar”.

Na sua carta de intenções da candidatura, António Ramalho, que concorreu em sexto lugar na lista do PS/JPP à Câmara da Maia, nas últimas eleições autárquicas, afirma: «A motivação desta candidatura é a perene defesa da liberdade na vida em geral e a prática da virtude na vida político-partidária em particular. Se o conseguirmos na prática, ganharemos todos nós, ganhará o PS e ganhará a Maia. Apresento-me pois, para construir e ganhar o futuro!”

Mário Gouveia, que já liderou a Concelhia da Maia entre 2008 e 2010, candidata-se novamente “para restaurar a confiança. Unir todos militantes e reforçar o PS Maia” com a Moção intitulada “Recuperar a Identidade”, onde defende que “é urgente que termine o acordo eleitoral de coligação com que concorreu às eleições autárquicas de 2017”.

Na introdução da moção, Gouveia refere que “essa coligação tornou o PS na Maia praticamente inexistente, com listas na sua maioria constituídas por pessoas ressabiadas e foragidos dos partidos de direita que não tendo espaço nos seus partidos, fizeram de forma engenhosa uma coligação com o PS”.

Entre alguns dos objetivos a que o candidatos e propõe estão «criar uma cultura participativa», «desenvolver a militância e a coesão», «elevar a participação das Mulheres Socialistas e da Juventude Socialista» ou ainda «desenvolver a Comunicação do PS-Maia».

Paulo Rocha apresenta-se com a moção “Afirmar e Valorizar o PS Maia”. O líder da bancada da coligação PS/JPP na Assembleia Municipal da Maia, entende estar em condições de «construir este projeto alternativo».

Quando anunciou a sua candidatura, Paulo Rocha considerou que é importante refletir, pois «o PS vive hoje, na Maia, vários constrangimentos de natureza estratégica, sendo essencial que o período de debate interno se transforme num momento de reflexão sobre a abordagem ao futuro próximo, dada a importância acrescida que este apresenta para a construção de um projeto de governação para o concelho».

Acrescenta que a concelhia local não conseguiu atingir os seus objetivos perdendo autonomia: «Considero que, no decurso de todo este processo, o PS Maia não conseguiu equilibrar a sua atividade política, tendo permitido que a Coligação constituída se substituísse ao normal funcionamento do Partido, originando uma perda significativa de autonomia da nossa organização.

A falta de autonomia a que o PS Maia foi exposto resultou numa desagregação dos órgãos, num afastamento da militância e da participação dos socialistas e na consequente ausência de representatividade nos órgãos autárquicos».