A TAP prevê retomar as operações a partir de Junho, mas conta pouco com o aeroporto Francisco Sá Carneiro. O presidente da Câmara da Maia já contestou e referiu que a Maia não se pode dar ao luxo de perder um transporte aéreo nacional fundamental para um município com mais de 20 mil empresas.

O edil juntou-se numa posição conjunta de contestação assumida também pelas Câmaras Municipais de câmaras do Porto, Matosinhos, Braga, Famalicão, Viana do Castelo e Vila Real, que se mostram contra a injeção de capital público na empresa.

Silva Tiago, presidente da Câmara Municipal da Maia, afirma que, se se verificar a redução da operacionalização da TAP no Porto, a empresa vai “perder o desígnio estratégico para a economia nacional” e, com isso, “tem que ser excluída de qualquer resgate à custa dos impostos de todos os portugueses”.

Neste ponto, o presidente da autarquia maiata salienta que a transportadora aérea deixaria de “servir a coesão económica, social e territorial” nacional, já que ficaria “limitada” a uma operação regional.

“Considero ser inteiramente justo e legítimo questionar se é aceitável que a Região Norte, quer para a relevância que o setor do Turismo tem para o país, como pelo substantivo peso do contributo das empresas nortenhas para o PIB (Produto interno Bruto) nacional, pode, de algum modo, aceitar ser negativamente discriminada na reorganização da operação da TAP”, proferiu ainda Silva Tiago na conferência de imprensa conjunta das Câmaras Municipais do Porto, Maia, Matosinhos, Braga, Famalicão, Viana do Castelo e Vila Real.

Referindo-se ao caso da Maia, “onde o Turismo não tem a relevância que tem no Porto, em Braga, em Viana do Castelo, em Vila Real ou em Bragança”, Silva Tiago apontou que a “dinâmica das nossas mais de 20 mil empresas – de entre elas muitas de capital estrangeiro, que nos colocam como primeiro concelho da região e o terceiro do país com o melhor rácio de empresas de média/alta e alta tecnologia, a par do facto de sermos também o 4º concelho mais exportador do país – é uma realidade económica e social, que não dispensa um serviço de transporte aéreo nacional que responda às suas necessidades de transação internacional”.

As imagens da Conferência de Imprensa são do Porto Canal online.