Teresa de Morais falou com “mulheres de armas” da Maia

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Teresa de Morais com Movimento de Mulheres Sociais Democratas da Maia

“Mulheres de Arma” foi o tema escolhido pelo Movimento de Mulheres Sociais Democratas da Maia (MMSDM) para uma tertúlia com a convidada Teresa de Morais, deputada na Assembleia da República, tendo sido secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e Igualdade na última legislatura.

Numa noite quente de julho (dia 16), na Casa das Tílias, reuniram-se cerca de 200 pessoas para ouvir falar de um tema, que interessa a homens e mulheres, como ficou provado pelas diversas e heterogéneas intervenções realizadas no momento de debate.
Foi um momento para se abordar a temática da igualdade de género na sociedade portuguesa. Começando pelo sentido mais literal do tema, Teresa de Morais referiu-se aos cerca de 10% de mulheres que pegam em armas para defender a sua pátria, nomeadamente nas Forças Armadas portuguesas. “São poucas, mas tem-se feito um esforço para aumentar esse número, quer nas FA, quer nas missões de representação no estrangeiro, onde a intervenção qualitativa feminina é essencial”, frisou a oradora.

Mais importante ainda, Teresa de Morais entende que a expressão “Mulheres de Armas” tem um sentido mais amplo de “garra” com que as mulheres enfrentam a vida, de “coragem” com que enfrentam as adversidades e de “resistência” para ultrapassarem os problemas indesejados que a vida lhes apresenta. E, neste âmbito, “há muitas em Portugal”, declarou.

Quotas foi ferramenta política

Teresa de Morais abordou a “força” de viver das mulheres na esfera da vida política e profissional, onde ainda existe um caminho de melhoria a percorrer. Se é certo que a aplicação de quotas na política foi a ferramenta legislativa que possibilitou que se avançasse para um maior equilíbrio na representatividade feminina, o certo é que a balança ainda não se encontra tão alinhada quando se refere à igualdade de género no trabalho.

Nesta área, também houve melhorias, até por força de as mulheres se terem tornado, nas últimas décadas, a “parte mais qualificada da sociedade portuguesa”, porém, as injustiças continuam a persistir com grande peso na diferença de salários entre homens e mulheres com as mesmas funções e na escassez do sexo feminino nos lugares cimeiros de administrações de empresas cotadas em bolsa.

Salários e representatividade

A convidada, que aponta a causa da igualdade de género “uma das grandes causas” da sua vida, recordou que as mulheres “ganham, em média, menos 15,4% do que os homens”. Na representatividade nas PME (Pequenas e Médias Empresas), as mulheres aumentaram a sua presença ao nível de chefias intermédias, no entanto, os lugares de topo são uma minoria.

O único número em que atualmente se atingiu o equilíbrio foi o desemprego. Se há uns anos atrás, lembrou a convidada do MMSDM, havia mais mulheres desempregadas, hoje em dia, acontece que “a taxa de desemprego está nivelada entre os dois géneros”.

Finalmente, a tertúlia não podia deixar de ganhar um pendor político-partidário, tendo em conta as responsabilidades de Teresa de Morais no PSD. Ficou patente o apelo à entrega de todos os militantes, masculinos ou femininos, no desafio das próximas eleições Autárquicas, já no próximo ano: “É objetivo do PSD ganhar as eleições autárquicas”. Por isso, a dirigente social-democrata referiu que o “país precisa de todos no combate que se avizinha” e que “o país precisa novamente de nós”.