Um olhar local sobre a campanha presidencial

1
175

Cavaco Silva, Manuel Alegre, Fernando Nobre, Francisco Lopes, Defensor Moura ou José Manuel Coelho. Candidatos não faltam às eleições presidenciais marcada para este domingo. O voto é secreto e cada um deverá escolher com base na sua consciência. Esta semana, PRIMEIRA MÃO, falou com os mandatário concelhios dos candidatos e deixa aqui os motivos de cada um para votar no seu candidato.
Para o mandatário de Cavaco Silva, Bragança Fernandes, presidente da concelhia do PSD, perante todas as candidaturas que estão no terreno acha que “não há dúvida nenhuma” sobre quem tem perfil para ser Presidente da República. “Cavaco Silva tem dados provas de ser um homem íntegro, um homem sério, um homem trabalhador, um homem que tem curriculum e tem-se notado bem a credibilidade que tem não só em Portugal como no estrangeiro”.

O único adversário de Cavaco que o mandatário concelhio teme chama-se abstenção. Por isso, apelou ao voto dos maiatos, “para que o candidato Cavaco Silva seja um ganhador com uma percentagem muito grande”.
Foi por convicção que Hélder Ribeiro, presidente da Comissão Política Concelhia da Maia do PS, aceitou ser mandatário de Manuel Alegre. “É o candidato que melhor representa as ideias de acção que eu próprio defendo”, justifica.

O mandatário acrescenta que serão também esses os ingredientes fundamentais para que a população vote no candidato presidencial apoiado pelo PS. “Penso que tem todas as características, todos os predicados para que as pessoas lhe possam confiar o voto. A sua vida pessoal e o seu percurso político são exemplares, não se lhe pode apontar nada e Portugal terá muito orgulho em tê-lo como presidente da República”, justifica.

A coordenadora concelhia do PCP, Lurdes Rocha, aceitou ser mandatária de Francisco Lopes porque considera que é a candidatura que serve o interesse da maioria dos trabalhadores a da população. Portanto, “não poderia recusar um convite destes”, ressalva.
De acordo com Lurdes Rocha, votar em Francisco Lopes é votar na “única candidatura que não está comprometida com toda a situação que levou a esta crise que todos sentimos, é a única candidatura que recusou este Orçamento de Estado que tão mal faz à maioria dos trabalhadores e da população, é a única candidatura patriótica e de esquerda, a única candidatura que dá garantias à população de que aquilo que diz é aquilo que irá fazer no caso de ser eleita”.

Cavaco Silva foi o único candidato presidencial a passar pela Maia durante a campanha eleitoral. Foi ontem, a meio da manhã. De resto, Bragança Fernandes adianta que a campanha pelo concelho passou apenas por algumas sessões de esclarecimento e de divulgação do programa de Cavaco Silva.
Manuel Alegre não passou pela Maia para fazer campanha eleitoral, no entanto, os dois partidos que o apoiam organizaram algumas iniciativas conjuntas no sentido de divulgar e alargar o espaço de discussão e liberdade que a candidatura proporciona. “Até nisso é uma candidatura inovadora, que incrementa os valores da democracia”. Mas também não é por Manuel Alegre não passar pela Maia que “temos menos força e convicção ao apoio que temos para dar”, acrescenta Hélder Ribeiro.

Francisco Lopes esteve na Maia, durante o período de pré-campanha, no dia 3 de Dezembro, num jantar com apoiantes. “Os concelhos são muitos e não é possível ao candidato passar por todos os concelhos durante o período de campanha”. Mas os seus apoiantes e como já é uma prática do PCP, durante a campanha eleitoral intensificaram o contacto junto dos trabalhadores, à porta das empresas, e junto das populações, nas feiras e nos bairros com o objectivo de esclarecer sobre “a importância do voto na candidatura de Francisco Lopes que é, ao mesmo tempo, um voto de revolta contra toda a situação que nos afecta”, acrescenta a mandatária da Maia. Hoje, a partir das 10h00, se o tempo o permitir, vão estar na feira de Santana.

O mandatário de Cavaco Silva admite que “não tem” gostado “muito” da campanha a que tem assistido. “Os ataques pessoais são coisas que ma agradam. Já me candidatei à presidência da câmara por duas vezes e nunca me viu atacar ninguém. Também não vi Cavaco Silva atacar ninguém e foi atacado. Eu acho que isto é má política, ir buscar coisas que aconteceram há 12 ou 13 anos”.
Para Bragança Fernandes, o candidato apoiado pelo PSD continua a ser uma pessoa “idónea, séria e com provas dadas”. “E não tenho dúvidas que Portugal massivamente vai votar nele”, conclui. Também não dúvidas que Cavaco Silva vai ser eleito logo na primeira volta.

O mandatário de Manuel Alegre afirma que a campanha no terreno tem sido “a possível”. “Não está a ser mais esclarecedora pelas dificuldades que os candidatos colocam. Não fora essa questão de falta de esclarecimento, falta de explicações e a campanha teria sido de maior qualidade”, justifica Hélder Ribeiro. “Quando um candidato se nega a explicar algumas questões ligadas à sua vida pessoal, profissional e política isso dificulta a campanha política”, acrescenta.
Ribeiro acredita que vai acontecer uma segunda volta, “se Manuel Alegre não vencer agora na primeira volta”. Por isso, num cenário de segunda volta, lança o desafio para um debate com o mandatário do recandidato Cavaco Silva.

Fazendo uma leitura daquilo que tem sido a campanha eleitoral, Lurdes Rocha divide essa análise em duas partes. A primeira prende-se com o facto de ser “a única candidatura que tem estado no terreno. Não tenho encontrado ninguém de outra candidatura junto das populações”.
Por outro lado, lamenta também que a comunicação social “apague” muitas das acções desenvolvidas pela candidatura de Francisco Lopes. “O candidato anda há muito tempo no terreno, com várias acções diárias e que, muitas vezes, aparecem despercebidas, enquanto outros, pouco ou nada fazem mas basta dar um suspiro e têm todos os órgãos de comunicação social à sua volta”, lamenta.
No entanto, ressalva que o que marca a diferença nesta candidatura apoiada pelo PCP é a discussão de ideias e essas, garante continuam a discuti-las, “enquanto os outros se têm perdido nos ataques, entretendo o povo, embora sejam todos cúmplices da mesma política”.
PRIMEIRA MÃO contactou ainda as candidaturas de Fernando Nobre, Defensor Moura e José Manuel Coelho mas, até à hora do fecho da edição, não obteve qualquer resposta de retorno.

Isabel Fernandes Moreira

1 COMENTÁRIO

  1. Já encontrei o candidato que há-de levar o meu cartão vermelho às elites portuguesas, esse candidato é o José Manuel Coelho.

    Palhaço a maluco é o povo que vota sempre da mesma forma esperando obter resultados diferentes!

Comments are closed.