Vice-presidente do PSD Maia revela que Bragança Fernandes aceitou recandidatar-se à Assembleia

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António Oliveira e Silva_foto AS
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António Fernando Oliveira e Silva, vice presidente do PSD Maia e líder da bancada da coligação “Maia em Primeiro” na Assembleia Municipal (AM) maiata, deixa claro em entrevista ao Primeira Mão que Bragança Fernandes é o cabeça de lista desta força política à AM nas Autárquicas deste ano. Quanto ao mandato que está a terminar, arrasa a coligação da oposição, afirmando que produziu “zero de útil para os maiatos”.

No que respeita à constituição das listas da coligação, atualmente na maioria, Oliveira e Silva não revela mais, nem avança à nossa questão sobre a sua própria recandidatura. “Ainda falta cumprir o mandato, ainda temos matérias importantes para tratar, pelo que não quero discutir isso”, refere.

O vice do PSD Maia garante que a preocupação maior nesta altura é “fazer e concluir listas, e em bom rigor, o que já podemos garantir é que em relação à AM o que fizemos foi convidar o senhor presidente a continuar”.

E acrescenta: “Se me perguntar se o Eng.º Bragança Fernandes vai ser o primeiro candidato da coligação ‘Maia em Primeiro’ nas próximas eleições Autárquicas, dir-lhe-ei que ele disse que sim”.

apenas as forças políticas mais minoritárias utilizaram o mandato para dar contributos (…)” para a Maia

Quanto a uma análise ao mandato, António Oliveira e Silva caracteriza a Assembleia Municipal nestes quatro anos de “anormal”, e justifica: “apenas as forças políticas mais minoritárias utilizaram o mandato para dar contributos úteis para o município”.

O líder da bancada maioritária dá um exemplo “muito concreto e com consequências práticas na vida das pessoas”: foi a CDU com a coligação ‘Maia em Primeiro’ que proporcionou a alteração de um regulamento de táxis no concelho; já a maior força da oposição perdeu demasiado tempo em processos destrutivos em vez de processos construtivos, fazendo a AM perder muito tempo e até dinheiro”.

António Oliveira e Silva lembra que a coligação ‘Um Novo Começo’ “pediu a perda de mandato do órgão”. Assim, este elemento da AM acrescenta que a maior força da oposição causou ao órgão Assembleia Municipal uma “série de entropias absolutamente desnecessárias e que produziram zero de útil para os maiatos”. E esta foi “a anormalidade” do mandato da AM.

Maior força da oposição escolheu a “judicialização da política”

Um dos exemplos de “desgaste do mandato” na AM, foi a queixa apresentada por um deputado da maior força da oposição, contrariando a vontade do líder da sua bancada, à CADA – Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos, dizendo que “a Assembleia sonegava documentos aos deputados”. Oliveira e Silva explica que a CADA deu razão à Mesa da AM, mas não deixa de ser verdade que “os líderes tiveram que se reunir, a Mesa teve que preparar respostas, e uma entidade – a CADA – que é paga por todos nós, que teve que se reunir, analisar documentos e proferir uma decisão”.

Oliveira e Silva condena este tipo de “judicialização da política”, em que os deputados agem apenas por serem do “contra” e na “senda de destruir”, sem nunca serem capazes de dizer “nós queremos fazer isto e não nos deixam, não há uma ideia, uma proposta, nada…”

Oliveira e Silva conclui afirmando que “a pandemia veio amputar a execução daquilo que tínhamos projetado e que sufragámos aos maiatos. Houve algumas iniciativas interessantes, que deixaram de ser possíveis, como as visitas às freguesias. A AM teve que reduzir a sua atividade ao essencial e a Covid19 tornou a atividade deste órgão muito mais difícil”.

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