Associação Desportiva e Recreativa de Parada faz 27 anos

0
154

Fundada a 19 de Novembro de 1982, a Associação Desportiva e Recreativa de Parada (ADRP) está de parabéns. Faz 27 anos na próxima quarta-feira. Mas o aniversário já está a ser comemorado desde o início do mês, com festejos que só terminam a 22 de Novembro. Já lá vamos à festa. Primeiro, falamos do que mantém viva a associação.

Futsal, atletismo, pesca desportiva, cicloturismo, música tradicional portuguesa e jogos populares são actividades que marcam os 27 anos de história desta colectividade sedeada na Rua do Venal, no Lugar de Parada, em Águas Santas. E com destaque para o futsal, modalidade em que já foram campeões de iniciados, somando no palmarés a Taça da Federação “Girabola’95”.

Algumas dessas actividades mantêm-se, outras já ficaram pelo caminho. Actualmente, a ADRP mantém apenas activas as áreas do desporto e da cultura. Comecemos pelo desporto. A aposta continua a ser no futsal, embora com apenas uma equipa federada na Associação de Futebol do Porto, a de iniciados. Neste caso, são 11 os atletas que estão a disputar o campeonato distrital da segunda divisão. E a época parece estar a correr bem para esta equipa da ADRP, que soma seis vitórias em seis jogos disputados, assegurando o primeiro lugar da tabela. A ideia é manter estes atletas na associação, progredindo até ao escalão sénior, confessa Fernando Balio, há quatro anos como presidente da direcção, cargo que já tinha ocupado nos anos 80. Na actual temporada, o objectivo passa por ter essa equipa de iniciados na final, tal como aconteceu há dois anos com o escalão de infantis.

Quanto aos seniores, as dificuldades financeiras da associação para manter a competição ditaram o fim da equipa federada há cerca de dois anos. Mas não o fim da prática da modalidade neste escalão. A ADRP tem participado na Liga de Futsal da Maia, prova organizada pelo Departamento de Fomento Desportivo da Câmara Municipal da Maia. Com 15 atletas, vai competir na segunda divisão desta quarta edição da prova, que arranca já amanha. Mas a ADRP só disputa a primeira jornada no domingo, frente à Coopermaia, no Pavilhão de Crestins, a partir das 11h00.

Além do futsal, há outros atletas ligados à ADRP. Em média, são 15 os que ao longo do ano participam num campeonato de pesca desportiva, em várias provas.

As necessidades

Para apoiar os atletas no que diz respeito às deslocações, a ADRP tem uma viatura de nove lugares. Não é que sirva na totalidade as necessidades da associação, mas “tenta servir todas as modalidades”, confessa o vice-presidente, Virgílio Pinto. Mas esta não é necessidade mais premente da colectividade aniversariante. “Carenciados de muita coisa”, admite o dirigente. Exemplo é o aquecimento para o salão da sede, onde realizam os espectáculos. Porque “é uma coisa que faz falta, principalmente quando há espectáculos”, Fernando Balio adianta que já foi oferecido à colectividade equipamento de ar condicionado, ainda que usado. Agora, é preciso instalá-lo no salão.

Também a pensar nos espectáculos, presidente e vice admitem como mais-valia a colocação de um palco amovível no salão, porque “tem outra aparência quando estão a actuar”. Logo, “vamos tentar falar com as pessoas responsáveis a ver se nos querem dar mais uma ajudinha”, adianta Fernando Balio, admitindo que poderia ser uma prenda de aniversário. Isto a juntar à “luz verde” que esperam da autarquia para fazerem na garagem um armário para guardar as roupas e adereços do grupo de imitações. Considera o presidente que o processo “atrasou um bocadinho” por ter sido ano de eleições autárquicas.

Virgílio Pinto reconhece a “ajuda da Câmara Municipal da Maia que sempre que pode diz presente”, aproveitando para agradecer esse apoio da autarquia à associação desportiva e recreativa.

Estas são necessidades associadas, sobretudo, à vertente cultural da colectividade de Águas Santas, assegurada por dois grupos. Falamos do Grupo de Música Tradicional Portuguesa “Modalevada” e do Grupo de Imitações, ambos com participações em várias colectividades “promovendo o associativismo e interactividade entre as mesmas”, sublinha o vice-presidente da associação. No caso do Grupo de Imitações da ARDP, até já ganhou prémios em concursos por onde actuou, para membros com idades entre os seis e os 20 anos. Há dois anos, venceu a título individual e na competição por colectividades o concurso promovido pela Alameda do Cedro, em Gaia. Outro primeiro prémio, a nível individual, foi conquistado na Associação de Nevogilde, na Foz do Porto. Neste concurso, a ADRP terminou em segundo lugar.

Como nasceu a ADR Parada?

José Vaz, Arnaldo Costa, Rui Pereira, José Teixeira, Mário Torres e João Araújo são nomes que não é possível dissociar da história da Associação Desportiva e Recreativa de Parada (ADRP). Uma história de já 27 anos na freguesia de Águas Santas. Conta-se no livro “Desporto Associativo”, publicado em 2005 pelo Departamento de Fomento Desportivo da Câmara Municipal da Maia, que “tudo começou numa conversa de café” entre estes elementos, onde concluíram que era preciso criar no Lugar de Parada um argumento para juntar a juventude, e a população em geral, nomeadamente para a prática do desporto.

Da ideia passaram à constituição da colectividade que teve como primeiro espaço-sede o Café Cosmopolita. Recorda o actual presidente da direcção, Fernando Balio, que também já passaram por uma garagem, de onde tiveram que sair por orientação dos proprietários. Nessa altura, e na sequência de contactos com a Câmara Municipal da Maia, instalaram-se no Castelo da Maia, num pré-fabricado mais tarde transferido para um terreno alugado, já na freguesia de Águas Santas. “E o Parada começou a reviver a partir daí”, lembra o dirigente.

Mantendo-se activa e, como todo o movimento associativo, ultrapassando as dificuldades que iam surgindo, foi em 2002 que a ADRP ganhou novo fôlego. A vontade, e o esforço, do falecido José Vieira de Carvalho enquanto presidente da Câmara da Maia, do presidente da direcção do clube e de Manuel Barros conduziram à inauguração da actual sede social, marcava o calendário o dia 9 de Março.

O sonho de um pavilhão

Actualmente com cerca de 200 sócios a pagar as quotas regularmente, Virgílio Pinto não esconde o desejo de “chamar mais pessoas a esta associação”, sublinhando que as actividades promovidas com esse objectivo já têm resultado na “adesão desejada”. São exemplos as aulas de ginástica e de música, bem como as noites de segunda-feira dedicadas aos fados, para descobrir novos talentos.

Foi a pensar no bem-estar dos associados que, “com muito sacrifício”, adverte o vice-presidente, foram feitas nos últimos dois anos algumas melhorias na sede da Associação Desportiva e Recreativa de Parada. Desde as obras na sede à instalação de um sistema de extracção de fumos no bar da colectividade, somando-se a compra de equipamentos como um novo computador e um televisor LCD. Mas também lhes bateu à porta o azar, com dois assaltos há cerca de um ano. No primeiro, levaram o LCD, no segundo provocaram apenas estragos num vidro lateral.

Considerando ter “uma sede muito boa”, o presidente não esconde o desejo de vir a ter “uma coisa maior”. E não descarta a hipótese de construir um pavilhão para a colectividade, aliás, desejo manifestado por anteriores direcções. E que seria uma mais-valia para os treinos dos atletas da ADRP, admite o presidente da direcção. Fernando Balio adiantou ainda a PRIMEIRA MÃO que, de acordo com indicações recebidas da Câmara da Maia, esse pavilhão poderá nascer nas imediações da sede, no que sobrar do terreno para onde está prevista a construção de uma rotunda.

Festa dos 27 anos

Foi no início do mês que a Associação Desportiva e Recreativa de Parada começou a comemorar o 27º aniversário.

O dia exacto do aniversário é na quarta-feira, mas sem nenhuma iniciativa concreta prevista. Talvez porque “foi muito baixa” a participação dos sócios na festa que promoveram no ano passado, a propósito do 26º aniversário. Assim, em termos solenes, resta o Porto de Honra marcado para domingo, dia 22 de Novembro, durante o qual serão entregues os prémios do campeonato de pesca e as rosetas os sócios com 25 anos de ligação à colectividade. Em tempo de festa, a ADRP também não esqueça as associações vizinhas e amigas, entregando-lhes lembranças neste mesmo dia.

Mas ainda haverá outras actividades até lá. Já amanhã, a partir das 15h00, a colectividade celebra o S. Martinho com um magusto onde não vão faltar castanhas e vinho. E com animação pela noite dentro, com o baile marcado para as 21h00, no salão da sede social. Outra actuação estará a cargo do Rancho Típico de S. Mamede de Infesta, no dia 21, às 21h30, também no salão da colectividade maiata.

Ainda no âmbito das comemorações, no domingo regressa o desporto, com mais um jogo de futsal agendado para as 11h00, no Pavilhão do Corim, também em Águas Santas. Mas é bem mais cedo, às 8h00, que arranca na Praia de Angeiras (no concelho vizinho de Matosinhos) uma prova de pesca em que participa também a Associação Desportiva e Recreativa de Parada.

Para trás fica um jogo da equipa de iniciados de futsal, disputado a 1 de Novembro no Pavilhão de Penafiel e outro no dia 8, já no Pavilhão do Formigueiro. A comemoração do 27º aniversário já se fez também com a actuação do Grupo de Imitações da ADRP, na noite de 7 de Novembro e, um dia depois com a Noite de Fados acompanhada por um jantar. Sobre estas actividades, a “grande afluência” registada “deixou-nos bastante satisfeitos enquanto direcção e sócios”, confessa o vice-presidente da associação, Virgílio Pinto.