Mazda 5: “Uma carrinha superior” (vídeo)

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“Acessibilidade superior, espaço superior, qualidade superior”. Em suma, “uma carrinha superior”. É desta forma que o director de marketing da Mazda Portugal, Pedro Botelho, define o novo Mazda 5, com um novo motor diesel MZ-CD 1.6 common-rail com caixa manual de seis velocidades, que foi apresentado à comunicação social, no dia 17 de Fevereiro.

De acordo com o director geral da marca, Luís Morais, a Mazda tem um histórico considerado “interessante” neste segmento dos monovolumes e tem também uma experiência “muito boa” com a geração anterior do Mazda 5. Por isso, agora, lançam este modelo numa versão renovada, com espaço para até 7 passageiros, sistema de áudio Bluetooth com ligação MP3 sem fios e duas portas traseiras deslizantes. “É mais moderno, quer em termos de design, um carro com linhas mais fluidas, mais ao gosto dos clientes típicos também das carrinhas e mais moderno também no que diz respeito às monitorizações, emissões de gases poluentes, como o CO2, o que nos permite também usufruir de benefícios em termos de cálculo da fiscalidade e torná-lo mais competitivo e, desta forma, relançar este modelo no mercado na expectativa de termos tanto sucesso como a geração anterior”.

É também um carro mais ecológico, acrescenta Luís Morais. “É um carro que já cumpre as normais mais recentes em termos de legislação europeia que também se aplica em Portugal. É um carro mais eficiente, com todos os equipamentos que nos permitem reduzir as emissões de partículas, emissões de CO2, e hoje em dia os impostos que os carros pagam, o ISV, é calculado com base na cilindrada e na emissão de gases poluentes, ora quanto menores os gases poluentes, menor a taxa e nesse sentido nós temos emissões interessantes que nos permitem também usufruir desse benefício”.

A Mazda é a marca que a Maivex, concessionário da Maia, mais vende em termos de volume de unidades vendidas, embora não seja a marca que mais facturam. “E já o é há 3 anos”, afirma Rodrigo Silva, que acredita que o novo Mazda 5 vai ser um sucesso. “A primeira geração foi um sucesso nacional, era um carro fantástico. Esta segunda geração é uma evolução da primeira e, no fundo, faz a ponte entre aquilo que era a geração anterior, mais mono volume, mais familiar, e agora uma tendência mais para uma carrinha. Acho que a ponte está muito bem feita”. Acima tudo, acredita que foi uma aposta bem conseguida, contudo, a última palavra é sempre o consumidor. “O mercado é rei e senhor da palavra”.

A apresentação do Mazda 5 marcou também o início da sua comercialização no mercado. A expectativa é boa. “A geração anterior deste produto chegou a ter uma quota de 9 por cento do mercado do segmento dos mono volumes e é esse o novo objectivo, conquistar essa quota de 9 por cento e os objectivos normalmente são ambiciosos, mas é aqui que colocamos a fasquia, na tentativa de reconquistar a quota que já tivemos neste segmento com o modelo de geração anterior”, sublinha o director geral da marca. Luís Morais acrescenta ainda que acredita que o novo modelo tem “todos os atributos” para dar seguimento ao “bom” histórico o seu antecessor deixou no mercado.

Não se espera que 2011 seja um ano de recordes, pelo contrário. Mas com base nos elementos que possuem e com a queda de mercado que se prevê, o que a Mazda definiu foi uma determinada quota de mercado em linha com aquilo que efectivamente atingiram no passado. “Vamos ver como é que o mercado reage, como é que as pessoas reagem, como é que a situação económica em geral do país também reage e vamos afinando os objectivos à medida que for necessário”, conclui.

De acordo com o administrador da Maivex, se há ano difícil para se poderem traçar objectivos é o ano de 2011. “O certo é que já não comercializávamos o Mazda 5 que o modelo tinha acabado, portanto, vamos sempre crescer no segmento e vamos sempre buscar a nossa quota de mercado”.
Agora, acrescenta, depende também em parte da forma como vai evoluir o mercado este ano. “Com o fim do incentivo ao abate, com o fim de alguns incentivos, o aumento do IVA, vai penalizar claramente o consumo e todos os números apontam para um decréscimo do mercado na ordem dos 20 por cento, portanto, se nós conseguirmos subir em termos de quota de mercado, o número de unidades não é muito importante, é importante é no bolo total do mercado, nós conseguirmos conquistar espaço às outras marcas”.

Isabel Fernandes Moreira