Modelo de organização do território divide taxistas da Maia

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Não há consenso em relação ao modelo de organização do serviço de táxis no território do concelho da Maia. O modelo aprovado na Assembleia Geral promovida pela ANTRAL – Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis Ligeiros, que decorreu na Maia, a 25 de Junho, não agrada a Miguel Silva, presidente da direcção da Taximaia -Central de Rádio Táxis.

A reunião destinava-se apenas a discutir o modelo de organização dos táxis no concelho.

Sobre a mesa estiveram duas propostas: a apresentada pela Taximaia que defendia a divisão do concelho em duas zonas: nascente e poente, deixando de fora a zona do aeroporto; e a proposta dos taxistas do centro da Maia, que propunham a criação de três zonas: nascente, central e ponte, excluindo também o aeroporto. A segunda proposta, que teve o apoio dos taxistas que operam no aeroporto, venceu por maioria, após uma votação que leva Miguel Silva a tecer várias críticas.

Fala em “votação falsa”, porque não houve um controle das pessoas que votaram. “Eu vi senhoras a votar que nunca vi na minha vida, veio o tio, a mulher, os sobrinhos, veio toda a gente. Não houve controlo nenhum”, denuncia. Acusa ainda os industriais do centro da Maia de terem colocado os profissionais do aeroporto contra a Taximaia. “Para terem a maioria foram dizer que nós queríamos pôr o concelho livre, inclusive o aeroporto. E nós não queremos mexer aí. É intocável”, refere. Refira-se que a zona do aeroporto funciona em regime de estacionamento por escala, para 33 viaturas, acessível a todos os profissionais com licença para exercer a actividade no concelho. Isto de acordo com o Regulamento dos Transportes em Táxis, homologado pela Assembleia Municipal da Maia em Abril de 2005.

Fernanda Alves

(notícia desenvolvida na edição de sexta-feira de Primeira Mão)