O Amor está no ar

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Chamam-lhe Dia dos Namorados ou de São Valentim. É a 14 de Fevereiro, e tem como objectivo, celebrar a união amorosa entre duas pessoas. É comum a troca de postais com dedicatórias românticas ou poemas de amor. Há quem opte ainda por um jantar romântico, um perfume ou uma lingerie mais sensual. Tudo em nome do amor.

Mas afinal, o que é o amor? Diz quem sabe, que a palavra amor, significa “afeição, compaixão, misericórdia”, ou ainda, inclinação, atracção, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido.

Envolve ainda a formação de um vínculo emocional com alguém, que seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manutenção e motivação.

Em suma, celebrar o Dia dos Namorados, pode ser uma forma de reavivar ou manter a chama do amor ou paixão entre dois seres. Lembrando Luís de Camões, “o Amor é fogo que arde sem se ver / é ferida que dói e não se sente / é um contentamento descontente / é dor que desatina sem doer”.

E quando se fala de amor é inevitável falar do Cupido. Um ser de aparência infantil, com asas e flechas que aponta directamente aos corações de quem passa, para que se apaixonem perdidamente.

A sua história remonta à Antiguidade Clássica e às mitologias Grega e Romana. Para os gregos, o seu nome é Eros, o jovem filho de Ares, o deus da guerra, e de Afrodite, a deusa do amor e da beleza. É descrito como «o mais belo dos deuses» por despertar o amor nos mortais, com o seu arco e flechas. Na Roma Antiga por seu lado, era conhecido como Cupido, tal como lhe chamamos hoje. Os romanos acreditavam que Cupido era filho de Vénus, a deusa da beleza e do amor, e do mensageiro alado dos deuses, Mercúrio.

E foi ele, o Cupido, o responsável por romances históricos, reais ou não, impossíveis e trágicos, como Romeu e Julieta, Pedro e Inês de Castro, Sansão e Dalila, Ulisses e Penélope,Tristão e Isolda, Abelardo e Heloísa.

Por cá, o romance trágico entre D. Pedro e Inês de Castro, marcou a nossa história.

O romance entre o herdeiro do trono português, no século 14, e a filha de um dos fidalgos mais poderosos do reino de Castela, não era bem visto, quer pela corte quer pelo povo. Um amor impossível que terminou da pior maneira, com o assassinato de Inês de Castro, em Santa Clara. Foi este acto que deu origem à lenda da Fonte dos Amores. Conta a lenda que as lágrimas derramadas pela dama, no Rio Mondego, deram origem à Fonte dos Amores da Quinta das Lágrimas, e o sangue derramado às algas vermelhas que ali crescem.