Os dez mandamentos das novas habitações

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Depois da decoração, o sector da construção. A crise também chegou ao lançamento de novas habitações. E porque os euros não chegam para tudo, a ideia é poupar, poupar e voltar a poupar. Para isso, constroem-se hoje em dia casas cada vez mais eficientes do ponto de vista energético, equipadas com energia solar, electrodomésticos de baixo consumo, entre outras formas de controlo da energia gasta.

Para 2010, há uma série de mandamentos para tornar uma casa mais amiga do ambiente e do nosso bolso também. Os mandamentos são 10, numa espécie de "bíblia da poupança".

O primeiro mandamento contempla a incorporação de sistemas de monitoramento de energia. Os donos de uma habitação podem saber, em tempo real, os custos de energia que são totalizados no lar e, desta forma, controlar de forma mais eficiente o desperdício de energia. Estes sistemas de controlo são introduzidos na habitação através de um programa informático que pode ser mostrado num monitor LCD. Mesmo à nossa frente e à distância de um toque, todo o gasto energético dos nossos lares.

O segundo mandamento passa pela certificação. As instituições energéticas começaram a definir normas para certificar as diferentes construções de acordo com o desempenho das mesmas e tornar os dados acessíveis ao público, de modo a incentivar os investidores a construir com os padrões mais elevados de eficiência.

Outra das novidades passa pelo uso do BIM (Building Information Modeling ou, em tradução livre, Modelo de Informação do Edifício). Este método faz a "ponte" entre os sectores da construção, arquitectura e engenharia. Com o BIM, os arquitectos e os engenheiros geram e trocam informação de uma forma eficiente, ao mesmo tempo que são criadas representações digitais de todas as fases do processo de construção, assim como simulações do seu desempenho no mundo real.

O quarto mandamento diz, mais uma vez, respeito aos nossos bolsos. Os financiamentos habitacionais e as seguradoras vão oferecer pacotes que beneficiam os proprietários de construções sustentáveis. Aposte, sempre que possa, em habitações energeticamente eficientes.

O quinto mandamento diz-nos que mais é menos. As grandes residências estão em queda. As casas estão menores e reflectem a busca por casas mais eficientes. Os aumentos sucessivos dos custos de energia também são uma das principais razões. Esta tendência já ocorre desde 2008, com especial incidência nos Estados Unidos e nos países do norte da Europa. Além de mais baratas, são mais eficientes a longo prazo. Não compre espaço que, provavelmente, nunca vai utilizar.

Aposte também no desenvolvimento de eco-comunidades. Estas consistem em projectos imobiliários que reúnem habitação com um design eficiente a par de tecnologias de produção de energia. Estes novos edifícios também geram uma renovação dos subúrbios existentes, transformando-as em áreas descongestionadas e limpas. O progresso é hoje.

A água é um bem essencial. A conservação e reutilização do precioso líquido tem uma importância cada vez maior tanto para a humanidade como para as nossas habitações. Uma boa ideia é acumular água da chuva para uso posterior em jardins ou até mesmo na cozinha.

O oitavo mandamento contempla a redução das emissões de carbono. Este é um novo desafio, não só para habitação, mas principalmente para as empresas produtoras de materiais e produtos para construção.

E se não pagasse conta de electricidade? Era uma boa ideia, não era? As habitações Net-Zero estão a ganhar terreno em várias partes do mundo. Actualmente são projectos que avançam graças iniciativas promovidas pelos proprietários. No entanto, espera-se que este tipo de construção se vulgarize nos próximos anos como parte de um modelo de investimento imobiliário rentável e sustentável. Se pensa comprar casa num futuro próximo, pense nisto. Lute para que as habitações energia zero cheguem à sua zona.

Por último, a educação para a construção sustentável. É preciso sensibilizar uma política que se irá reflectir no mercado da construção civil nos anos vindouros. Em primeiro lugar está o ambiente, com benesses óbvias para os nossos bolsos e com vantagens numerosas para as gerações que se seguem.