Plano de mobilidade até ao final do ano

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QREN comparticipa projecto da Câmara da Maia em 109,2 mil euros

Documento será elaborado por equipa externa

Até ao final do ano, fica concluído o Plano de Mobilidade Sustentável do Concelho da Maia. O projecto da câmara municipal, a ser elaborado por uma equipa externa em articulação com técnicos da autarquia, está a ser desenvolvido na sequência da aprovação da candidatura ao Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN). Foi incluída no Programa Territorial de Desenvolvimento da Área Metropolitana do Porto, mais precisamente no âmbito da “Promoção da Mobilidade urbana: variantes a centros urbanos; planos de Mobilidade Urbana Sustentável”, do Programa Operacional Regional do Norte 2007-2013.

Dos 156 mil euros de valor elegível, esta candidatura viu aprovada uma comparticipação do QREN na ordem dos 70 por cento (cerca de 109 200 euros) cabendo os restantes 46 800 euros de investimento previsto à câmara municipal.

O vice-presidente da autarquia descreve o projecto como sendo um “estudo global para o concelho, em termos de mobilidade”. Concluído e comentado o diagnóstico, António da Silva Tiago diz estar em curso o trabalho final deste plano, que visa definir as soluções para intervir fisicamente no espaço e edifícios públicos, mas também naqueles que, sendo privados, sejam de acesso do públicos. São exemplos as associações e colectividades assim como as diversas valências da Santa Casa da Misericórdia da Maia, entre outras. Quanto ao espaços públicos a intervencionar, foram seleccionadas pela câmaras as dez zonas do concelho consideradas mais urbanas, isto é, “onde há mais população e onde há mais necessidades de intervenção”.

Quanto a datas, o também vereador do pelouro do Urbanismo na Câmara da Maia fala em 2010 como a data de início da aplicação do plano no terreno. O prazo de conclusão, “que gostaríamos que fosse o mais depressa possível”, confessa, vai depender de eventuais apoios financeiros à sua concretização, já que a autarquia pondera apresentar uma candidatura a apoios comunitários também para a conclusão do plano acima referido.

A execução deste plano é para a edilidade maiata um “objectivo estratégico”, salienta António da Silva Tiago, no sentido de “democratizar e dar igualdade de oportunidade a toda a gente, isto é, aos deficientes motores, aos invisuais, aos deficientes de todo o tipo”. Em suma, “é uma política de inclusão”.

Quanto a objectivos específicos, o Plano de Mobilidade Sustentável do Concelho da Maia visa, segundo nota de imprensa da autarquia, promover a mobilidade sustentada, “fomentando os modos de transporte mais ecológicos e previsão de itinerários adequados”.

Por falar em transportes, o vice-presidente destaca as conclusões aprovadas na últimas reunião do Conselho Municipal de Ambiente, no âmbito da Agenda 21 Local, que serão dadas a conhecer aos elementos do executivo, na próxima reunião de câmara. Mas alerta António da Silva Tiago que a procura de soluções ao nível dos transportes tem de ser abordada a nível metropolitano, “através da famigerada Autoridade Metropolitana de Transportes”. Entre os desígnios do projecto contam-se ainda a garantia de articulação de planeamento territorial e de transportes, a garantia de interoperabilidade entre modos de transporte e diversas componentes da cadeia de transporte e ainda o reforço da informação urbana.

Marta Costa