Serralves com exposição no Fórum da Maia

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Fórum da Maia
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“O Regresso do Objeto – Arte dos Anos 1980 na Coleção de Serralves” é a exposição que estará patente no Fórum da Maia (espaço Centr’Arte) de 9 de setembro a 6 de novembro.

Trata-se de parte da coleção do Museu da Fundação de Serralves, que a instituição decide colocar de forma mais próxima da comunidade maiata.

O Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves pretende afirmar-se como um importante ponto de referência da arte contemporânea em território nacional e também constituir-se como um elemento ativo da comunidade artística internacional. Através de uma parceria com a autarquia da Maia, Serralves promove o alargamento da rede de acesso e de aproximação das populações locais à arte e à cultura, tornando assim a sua coleção acessível para além das portas de Serralves.

Tal neste município, no distrito do Porto, a Fundação de Serralves estabeleceu parcerias com câmaras municipais de forma a levar a arte a locais mais acessíveis e próximos das respetivas comunidades, em especial a população estudantil.

A comunidade geral pode visitar a exposição de terça a domingo das 9h00 às 22h00, havendo a possibilidade de agendamento de oficinas e visitas guiadas de terça a sexta, das 10h00 às 16h00.

Estará disponível por marcação um Serviço Educativo, que contempla: formação para técnicos e professores – 24 de setembro, às 10h00; visita orientada à exposição – 15 de outubro, às 16h00; oficina para famílias – 29 de outubro, às 16h00.

Por outro lado, existe a possibilidade de deslocação às escolas, todas as segundas, das 10h00 às 16h00, para um contacto mais direto com os mais novos.

Os artistas dos anos 1980

Esta exposição apresenta obras escultóricas de artistas, portugueses e internacionais, que surgiram, ou que alcançaram legitimação institucional e sedimentaram os seus discursos artísticos nos anos 1980.

Alguns dos artistas nela integrados – é o caso de Alberto Carneiro, ou de João Vieira –, alcançam a década com um percurso que começa muito antes, nos anos 1960, e um registo considerável de bem sucedidas e exemplarmente documentadas exposições nos decénios anteriores; outros, como Rui Sanches, Pedro Cabrita Reis e XANA, são entendidos enquanto verdadeiros “artistas dos anos 1980” – porque surgiram durante esses anos; porque personificam exemplarmente as transformações radicais a que a arte foi sujeita nesse período. Fora de Portugal, Tony Cragg é exemplo maior da chamada “New British Sculpture” [Nova Escultura Britânica], que também integrou nomes como Richard Wentworth, Bill Woodrow, Richard Deacon e Anish Kapoor.

Depois de anos marcados pelas tentativas de desmaterialização do objecto artístico, pelas intervenções de cariz político e por uma estética cinzenta, neutra, de carácter conceptual, os anos 1980 são vistos como um regresso a temáticas, matérias, cores e referências associadas à arte clássica.

A presente exposição, ao juntar nomes que marcaram aquela década, permite repensar a validade dos preconceitos que a associam acriticamente a furores do mercado da arte, ao regresso da materialidade e das referências clássicas (temas históricos, artistas que marcaram a “Grande arte” dos séculos anteriores), bem como a interferências na chamada Alta Cultura da cultura popular, do consumo de massas.

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