Utentes recomendam as USF

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Está concluída a primeira avaliação do impacto da reforma dos cuidados de saúde primários junto dos cidadãos. Em particular, das primeiras 146 Unidades de Saúde Familiar (USF) em funcionamento no país, sendo seis do concelho da Maia: Alto da Maia, Lidador, Odisseia, Pedras Rubras, Saúde em Família e Viver Mais.

Os resultados, publicados no Portal do Cidadão e apresentados publicamente em Almada no dia 3 de Junho, revelam que 80 por cento (%) estão “muito satisfeitos ou bastante satisfeitos”. A diversos níveis. Inclusive ao ponto de recomendarem as USF a amigos.

Intitulado “Monitorização da Satisfação dos Utilizadores das Unidades de Saúde Familiar”, o estudo foi encomendado pela Missão para os Cuidados de Saúde Primários ao Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra. Foram entregues aos utilizadores 16 768 questionários, tendo respondido 12 713, ou seja, uma taxa global de respostas de quase 76 por cento. Das seis USF da Maia em análise, responderam 323 utentes, destacando-se a USF Odisseia com cem por cento de taxa de respostas e, com apenas 41,7%, a USF Alto da Maia, em Pedrouços.

Dos inquiridos, 39% demonstraram estar muito satisfeitos e 44,5% bastante satisfeitos, por ordem decrescente, com a relação e comunicação, com os cuidados médicos, com a informação e apoio das equipas, com a continuidade e cooperação e, por último, com a organização dos serviços prestados pelos profissionais das Unidades de Saúde Familiar.

Destaca-se ainda a opinião dos utilizadores sobre os restantes serviços oferecidos pelas USF. Por exemplo, os serviços ao domicílio, com uma média de satisfação na ordem dos 64,4%, bem como a resposta a necessidades especiais e os contactos para prevenção.

As conclusões deste estudo, considerou a ministra da Saúde, “validam o novo modelo de organização e prestação de cuidados de saúde primários". Assumiu ainda Ana Jorge, a propósito destes resultados, que “valeu a pena inovar o modelo de prestação de cuidados, romper com a burocracia, agilizar as equipas, confiar na sua capacidade de auto-organização e apostar na humanização”.

Marta Costa