“A água da Maia é de excelente qualidade”

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A Maia parece ser um espelho do lema do Dia Mundial da Água 2010: “Água Limpa para Um Mundo Saudável”. A efeméride, instituída em 1993, pela Organização das Nações Unidas (ONU), comemora-se sempre a 22 de Março. Este ano, destacou a qualidade deste recurso natural.

Com toda a certeza, com todo o rigor e sem quaisquer dúvidas”, o director-delegado dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento da Maia (SMAS) garante que, olhando às análises realizadas – inclusive além das obrigatórias por lei – “a água da Maia é de excelente qualidade em termos de potabilidade”. Desde a sua origem até chegar a cada uma das torneiras.

E são duas as origens dessa água: o Rio Douro (na albufeira de Lever / Crestuma) e o Rio Cávado ( a partir de Areias de Vilar). Aliás, algo que Albertino Silva admite fazer da Maia um concelho pioneiro e, desde logo, privilegiado, dado que “é uma água, logo na origem, de muitíssimo boa qualidade, absolutamente potável”:

[audio:POTAVEL.mp3]

Mas como se garante o abastecimento até aos fogos maiatos? Do Norte – captada no Rio Cávado – a água é entregue nos reservatórios de Moreira e de Monte Faro, dispondo de cinco células, com capacidade para 13 mil metros cúbicos de água. Ao reservatório de Pedrouços (propriedade das Águas do Douro e Paiva), chega a água captada no Rio Douro, sendo depois distribuída pelos reservatórios dos SMAS em Nogueira I e II, Paço, Rio e Quintã I e II. São mais15 células, garantindo cerca de 34 mil metros cúbicos de água.

Já disponível em todo o concelho, não há motivos para haver maiatos ainda sem água potável. Esse foi um objectivo a que se propôs Albertino Silva e que conseguiu cumprir até ao ano 2000. Actualmente, estão instalados no município mais de 59 mil e 500 contadores, correspondendo a cerca de 98 por cento, e admitindo o responsável pelos SMAS que faltem ligar cerca de mil habitações à rede de abastecimento de água potável. Seja porque não querem ou porque não podem.

Para os casos em que a condicionante é financeira, há na Maia mecanismos de apoio, como o Recrimaia, disponibilizado pela Espaço Municipal – Renovação Urbana e Gestão de Património. Neste caso, as famílias com dificuldades económicas podem solicitar os ramais, de forma gratuita. Com os que já recorreram a este apoio, os SMAS gastaram mais de dois milhões de euros.

Albertino Silva assegura ainda que “não há faltas de água na Maia”. A não ser que seja necessário intervir em algum ponto dos cerca de 600 quilómetros (kms) de condutas adutoras e distribuidoras, a somar aos quase 25 ramais de água.

Sendo a água um bem essencial, continuam a ser um problema as perdas. Não só na Maia, mas a nível nacional e até mundial. Como referência, é considerado um sistema muito bom aquele que consegue uma taxa de perda de água na ordem dos 20 por cento. Na Maia, no ano passado, essa taxa foi de 16,6 por cento, acima dos 15,5 por cento registados em 2008 e que Albertino Silva diz ser “notável”, porque “nos outros municípios é muitíssimo superior”. O director-delegado dos SMAS justifica essas perdas de água com os erros de medição do contador que, “com o tempo, vai contando por defeito”. Daí a aposta dos serviços na substituição dos contadores na Maia.

Marta Costa

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  1. Apenas para informar que a água captada no rio Cávado é tratada e fornecida pela empesa Águas do Cávado, S.A., do Grupo Águas de Portugal ao qual também petence a empresa Águas do Douro e Paiva, S.A.

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