Um dos internados com legionella passou para cuidados intensivos

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De acordo com a SIC Notícias, estão confirmados 10 casos de legionella, na Maia. Quatro estão ligados à empresa Sakthi (Vermoim), onde foi detetada a bactéria. Um dos internados viu o seu estado agravado e foi transferido para os cuidados intensivos, no Hospital de S. João, no Porto.

De acordo com a mesma fonte, os outros seis moram na zona e há duas pessoas que contraíram a infeção noutro local e não têm qualquer ligação à fábrica.

As autoridades de saúde estão a investigar os restantes quatro casos para perceber onde contraíram a bactéria.

A doença dos Legionários, de acordo com a Direção Geral de Saúde

A Doença dos Legionários é uma pneumonia causada por bactérias do género Legionella, que é diagnosticada com pouca frequência, o que se deve, entre outras razões, ao facto de os médicos não a colocarem como hipótese diagnóstica mesmo quando em presença de fatores de risco quer epidemiológicos quer clínicos e também porque para o seu diagnóstico laboratorial são necessários métodos específicos, nem sempre disponíveis.

As bactérias causadoras desta infeção são microrganismos ubíquos da água doce ambiente, podendo existir em reservatórios naturais, como lagos e rios, ou reservatórios artificiais como sistemas de água doméstica, quente e fria, humidificadores e torres de arrefecimento de sistemas de condicionamento de ar, piscinas, jacuzzis, instalações termais e outras, isto é, locais onde com facilidade se libertam aerossóis. Tornam-se um risco para a saúde, quando a temperatura e a presença de biofilmes e protozoários nesses ambientes favorecem a sua multiplicação rápida.

Podem causar doença no homem quando um indivíduo mais suscetível, com fatores de risco, conhecidos, inala ou aspira aerossóis que as contenham em quantidade suficiente e com características de virulência particulares. Do que se sabe até ao momento nem todas as espécies deste género têm sido associadas a doença no homem.

O controlo e prevenção desta doença fazem-se pelo diagnóstico precoce em casos suspeitos e pelo tratamento (descontaminação) da fonte de infeção provavelmente associada, que se baseia na limpeza, desinfeção e manutenção das instalações e equipamentos contaminados.

Devido às suas características epidemiológicas, esta doença tem sido alvo de atenção particular a nível internacional, em especial como uma doença associada ao viajante, estando atualmente integrada no sistema de redes de vigilância epidemiológica europeia do ECDC, com a designação de “European Legionnaires’ Disease Surveillance Network (ELDSNet).

Em Portugal, passou a ser considerada como doença transmissível de declaração obrigatória (DDO), desde 1999. Porque esse sistema se veio a mostrar insuficiente para a sua monitorização, a Direcção Geral da Saúde criou, em 2004, o Programa de Vigilância Epidemiológica Integrada da Doença dos Legionários (VigLab – D. Legionários) que associa à componente clínica, a laboratorial e a epidemiológica.

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