43 mulheres assassinadas em 2008, vítimas de violência doméstica

0
155

A União de Mulheres Alternativa e Resposta – UMAR, anunciou esta semana o lançamento de uma campanha que pretende apelar a um maior envolvimento dos homens na luta contra a violência doméstica, que este ano já matou 43 mulheres. São dados do Observatório de Mulheres Assassinadas da UMAR, relativos ao período entre Janeiro e 18 de Novembro de 2008.

A campanha chama-se “Eu não sou cúmplice” e pretende mobilizar os homens a subscreverem um abaixo-assinado de repúdio pela violência contra as mulheres.

De acordo com os dados do observatório da UMAR, o Porto foi o distrito onde mais mulheres foram assassinadas (17), seguindo-se o distrito de Lisboa (13).

Números que motivaram a realização de uma iniciativa específica neste distrito, este sábado. Consistirá na homenagem a mulheres assassinadas em algumas das zonas do Grande Porto, nomeadamente, Serra de Valongo, Nogueira da Maia e São Roque no Porto.

As 43 mulheres assassinadas foram vítimas da violência de género nas suas relações de intimidade, com os maridos, companheiros, namorados, ex-maridos, ex-companheiros e ex-namorados. No mesmo período foram ainda registadas 64 tentativas de homicídio.

Segundo a UMAR, estes números ultrapassam os registados pela organização desde 2004 – nessa altura foram 42 as mulheres que perderam a vida, vítimas da violência doméstica.

Para além das 43 mulheres, foram assassinadas cinco vítimas associadas- filhos, pais ou outros familiares das mulheres. A maior parte das vítimas tinha entre 24 a 35 anos de idade. O mês com maior número de mortes foi Julho (9).

Para a UMAR, 2008 tem sido um “ano negro” da violência doméstica em Portugal. Apesar da sociedade estar mais consciente de que a violência é crime e deve ser denunciada, a verdade é que os dados do Observatório das Mulheres Assassinadas revelam um agravamento do problema. E que segundo a UMAR, “tem de ser enfrentado com respostas mais eficazes”. Daí o lançamento de uma campanha dirigida aos homens.

FA