A evolução na habitação social com o Programa 1º Direito: 757 novas casas e 62 milhões de euros

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foto de arquivo

Vai ser um grande passo de desenvolvimento na habitação para os maiatos o que vai trazer o Programa 1.° Direito. O investimento irá ultrapassar 62 milhões de euros e criará habitação social em todas as freguesias.

Um conjunto de 57 novas casas terá como destino o realojamento de moradores de 7 blocos do Bairro do Sobreiro, que serão demolidos. Mas no total a Câmara da Maia vai construir 757 novas casas de habitação social ao abrigo do programa 1.° Direito.

“Na Área Metropolitana do Porto, o Município da Maia não é o que se candidata a construir mais casas, mas isso compreende-se devido ao facto do concelho liderar na qualidade de vida e nos rendimentos médios dos seus cidadãos”, explica o autarca maiato Silva Tiago.

O presidente do município conhece bem as linhas das políticas de habitação na Maia, pois esse foi um pelouro que deteve durante anos como vereador. Agora, tem mais uma oportunidade de assinar um grande projeto, que vai disponibilizar 700 novas habitações em todas as freguesias do concelho.

“Teremos várias possibilidades, desde a compra de habitação no mercado ao aluguer para depois subalugar a preços acessíveis, reabilitar ou fazer construção nova”, salienta o presidente da Câmara num entrevista concedida ao JN no passado dia 15 de fevereiro.

O autarca salienta a qualidade construtiva dos novos empreendimentos, uma tónica que tem vindo a inserir em cada novo traço projetado para as requalificações que vão sendo feitas nos empreendimentos já existentes, nos últimos tempos.

E salienta que serão “habitações inseridas na malha urbana, pequenos empreendimentos mas com grande qualidade construtiva e com lugar de garagem”. A melhor solução será, caso o inquilino assim o entender, “fazer um contrato de arrendamento com opção de compra e venda ao fim de 25 anos (renda resolúvel)”, modelo que a Autarquia já faz há mais de duas décadas.

Este investimento superior a 62 milhões de euros conta com uma comparticipação do Estado de pouco mais de 27 milhões, a executar até 2025.

Apesar de desejar que o Estado fosse mais generoso, Silva Tiago não deixa de receber de braços abertos este Programa, recordando que o investimento municipal realizado nos últimos quatro anos no parque habitacional da Autarquia, num universo de dois mil fogos, foram aplicados mais de 16 milhões de euros.

As 757 famílias que serão abrangidas pelo Programa resultaram de um “levantamento exaustivo” por parte dos serviços da empresa Espaço Municipal. A parceria com o Governo será firmada a 3 de março, mas antes a proposta, votada por unanimidade pelo Executivo, terá ainda de ser viabilizada na Assembleia Municipal do próximo dia 26.

Sete blocos do Bairro do Sobreiro vão ser demolidos

Junto à Av. D. Manuel II será criado um novo edifício de apartamentos para realojar os moradores que vivem nos sete blocos do Bairro do Sobreiro, em pleno centro da Maia, que não serão requalificados, mas demolidos.

A medida é justificada pela autarquia com o facto de as casas camarárias já não terem condições de habitabilidade, encontrando-se em adiantado estado de degradação. Silva Tiago diz que os sete blocos serão demolidos assim que os novos apartamentos, 57 no total, estiverem concluídos e todas as famílias realojadas.