A.M. Mesquita pede insolvência

2
177
50º Aniversário A.M.Mesquita, na Casa da Música

A A.M. Mesquita já avançou com um pedido de insolvência. Adianta o jornal “Económico” que a  empresa de construção e obras públicas, com sede na Maia, tem uma dívida superior a 60 milhões de euros, a fornecedores e à banca.

Já no ano passado o grupo tinha iniciado o processo de recuperação financeira, com o apoio de um sindicato bancário composto pela Caixa Geral de Depósitos, Crédito Agrícola e o Banif.

Com o pedido de insolvência já entregue em tribunal, a A.M. Mesquita  procura salvar os cerca de 200 trabalhadores da empresa.

2 COMENTÁRIOS

  1. Este desfecho era mais que esperado. Apenas se lamenta a demora.

    Há mais de 3 anos que a A.M.Mesquita se havia tornado no carrasco de várias pequenas empresas, a quem esta não pagava pelos serviços prestados e bens que adquiria.

    Mais, durante algum tempo, ardilosamente esperava que os seus fornecedores – nomeadamente subempreiteiros – ,por si asfixiados pelos alargadíssimos prazos de pagamento, pedissem eles próprios a insolvência, accionando esta de imediato as garantias bancárias relativas a boa execução de trabalhos, a que os obrigava a subscrever.

    Esta empresa, que à semelhança de muitas outras do mesmo ramo, foram ‘engordadas’ pela banca e pelos sucessivos governos deste país, até ‘rebentar’. Seria agora justo, que fosse a banca também a principal lesada.
    Mas infelizmente não será. Contrariando a notícia que dá como motivo da insolvência da A.M.Mesquita, a salvaguarda dos direitos daqueles que lá trabalhavam, estes (refiro-me à raia miúda), há muito que são lesados no dia a dia dentro da empresa.

    Enfim…

    Justo, justo, era responsabilizar criminalmente os gestores pela falência directa da sua empresa e pelas outras que pela sua conduta, também obrigam a encerrar a actividade.

Comments are closed.