Abertas candidaturas para Centros Qualifica

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Até ao final de 2017 o Governo promete ter 300 centros Qualifica em funcionamento, o que representa um aumento de 26% em relação ao número atual. Com José Sócrates chamaram-se Centros Novas Oportunidades. Com Passos Coelho o nome mudou para Centros de Qualificação e Ensino Profissional. Com António Costa vão passar a chamar-se Centros Qualifica e o seu número vai de novo aumentar.

Na Maia funcionaram até ao momento dois Centros de Qualificação e Ensino Profissional (CQEP), um no CICCOPN e outro na Secundária do Castelo da Maia. Estes centros são a peça central dos processos de educação e formação de adultos. Os atuais CQEP têm 60 dias para atualização do Plano Estratégico de Intervenção e transformam-se em centros Qualifica, com um patamar mínimo de 400 inscrições por ano (neste momento são 200).

Para a instalação de novos centros, deverá ser feita uma candidatura, durante setembro e outubro junto da ANQEP – Agência Nacional de Qualificações e Ensino Profissional.

Armando Loureiro, presidente da Associação Portuguesa de Educação e Formação de Adultos (AFEPA), mostra alguma preocupação com “este frenesim em redor do programa Qualifica, que se acentuou com mais este anúncio,- o mesmo programa Qualifica já fora apresentado em Coimbra, no passado mês de maio, pelos ministros da Educação e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social-, bem como com esta aparente tentativa forçada de urgente massificação da Educação de Adultos que parece também residir nesta lógica de programa, entendo-a com muita cautela e julgo-a perniciosa e muito perigosa para o campo da Educação de Adultos, que não pode nem nunca deverá resumir-se exclusivamente a uma rede de Centros e à lógica do processo de Reconhecimento dos conhecimentos adquiridos.

Os Centros deverão constituir-se como um dos instrumentos e convergentes de uma variedade de respostas aos adultos onde, sendo o caso, o RVCC (Reconhecimento e Validação de Conhecimentos e Competências) é desenvolvido”.

Diz ainda Armando Loureiro que “a aposta na Educação e Formação de Adultos, que durante o governo anterior foi escandalosamente depauperada e destruída, com total desrespeito para com as pessoas e, em especial, as mais frágeis, não pode restringir-se a um mero aumento de Centros Qualifica e a uma dotação financeira alocada.

O campo da Educação de Adultos é muito mais vasto e denso, tem de ser trabalhado com todos os atores dos territórios, em plena sinergia colaborativa de meios, recursos e informações, somente possível através de um trabalho consistente, continuo e em conformidade com a estratégia de desenvolvimento económico e social de cada território”.

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