Adesão da Maia ao Movimento dos Municípios pela Paz

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A Câmara Municipal da Maia aprovou, na reunião do executivo do último dia 2, a adesão ao “Movimento dos Municípios pela paz”.


Este movimento informal que integra diversos municípios nacionais, assenta a sua ação em 10 compromissos a favor da paz. Entre eles, considerar que a paz é essencial à vida humana e uma condição indispensável para o progresso, o bem-estar, a democracia e a liberdade dos povos, um mundo melhor para toda a humanidade.


Outro compromisso é reconhecer que a defesa do espírito e dos princípios da Carta das Nações Unidas é a base fundamental para promover a liberdade, a democracia, o fim das guerras, a conquista da paz, a afirmação da soberania e independência nacionais, o desenvolvimento de relações internacionais equitativas e pacíficas e uma política de amizade e cooperação com todos os povos do mundo.


O movimento promove também outros compromissos: fomentar uma cultura de paz sustentável nos seus territórios que dê prioridade à defesa dos direitos fundamentais da população nas várias áreas; promover o conhecimento e a defesa da Carta da ONU e dos princípios aí consagrados; promover a solidariedade entre os povos; afirmar como urgente o fim das armas de extermínio em massa; incentivar a educação para a paz, nomeadamente entre as novas gerações.


Paulo Ramalho, responsável pelo Pelouro das Relações Internacionais da autarquia da Maia, sublinhou a “importância que a nossa Câmara presta aos contributos locais para os desafios globais”.


E o vice-presidente sublinha que “a paz não é uma realidade adquirida, pelo contrário, necessita de ser construída e alimentada todos os dias, e todos nós cidadãos e instituições políticas, temos a responsabilidade de prestar os nossos contributos, desde logo promovendo e partilhando esse testemunho aos mais novos”.


Existe por entre os jovens de hoje, acrescentou Paulo Ramalho, o pensamento de que, “ao contrário de outras geografias, a Europa está livre de guerras, mas a verdade, é que a Europa foi devastada por duas guerras altamente destruidoras no último século, que roubaram a vida a muitos milhões de pessoas…e nos últimos anos todos nós assistimos a violentos ataques terroristas, sendo que as guerras de hoje não têm de ser necessariamente bélicas e com armas de destruição, para colocarem em causa a paz e o nosso bem-estar”.


“Por outro lado, nesta época de globalização, é importante não esquecer que a ausência de paz noutros continentes, não deixa de afetar as nossas vidas na Europa”, referiu por último o vereador.