Adopção e esterilização de animais no Zoo

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Quem quiser adoptar um animal, pode passar no Zoo da Maia num qualquer fim-de-semana, até Setembro. São os fins-de-semana solidários, sempre entre as 15h00 e as 19h00, junto às bilheteiras. A ideia partiu da Associação de Protecção Animal “Cantinho do Tareco”, que convidou a participar o Projecto de Ajuda Alimentar Animal. E a Junta de Freguesia da Maia cedeu o espaço do jardim zoológico.

Se houve tempos em que as férias eram sinónimo de aumento do número de animais abandonado, agora a situação é constante. Maria Teresa, presidente do “Cantinho do Tareco”, admite que “tem a ver mais com a insensibilidade das próprias pessoas”. Paralelamente, lamenta, também há menos adoptantes.

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Além da adopção de animais, a campanha visa a recolha de artigos que podem ajudar a ajudar. Desde ração a areia, passando pelos detergentes e lixívias. No que toca à alimentação, são muitas as necessidades das entidades apoiadas pela Associação de Ajuda Alimentar Animal. A presidente, e responsável pelo núcleo do Porto do projecto, Ana Teresa Ribeiro, admite que não é fácil contabilizar o número de animais em associações. Só no distrito do Porto, devem ser cerca de três mil. Mas é um número que está a aumentar, alerta Ana Teresa Ribeiro:

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Além de ajudar, quem se deslocar ao Zoo da Maia num destes fins-de-semana poderá também habilitar-se a descontos na esterilização de um animal, “que não tem nada a ver com os preços praticados no mercado”, salienta Maria Teresa. Trata-se de uma campanha a preços reduzidos, que visa também “a sensibilização da população maiata”, tendo em conta que “grande parte da população animal não está esterilizada”. Seja por falta de recursos ou pela “mentalidade do povo, porque as pessoas pensam que esterilizar é contra natura”.

Quem quiser, pode também comprar “um miminho” nas bancas onde haverá ainda merchandising das duas associações, permitindo assim mais uma angariação de fundos. E, paralelamente, angariação de sócios para a Associação de Ajuda Alimentar Animal.

Marta Costa

1 COMENTÁRIO

  1. Essa organização queixa-se que tem menos adoptantes mas também contribui para isso… Há cerca de dois anos contactei-os no sentido de adoptar um gatinho e recebi um rotundo “não”, porque tinha uma criança de 2 anos e, com tom arrongante me perguntaram “e se o gato arranhar o bebé que é você faz??”. Eu nem tive resposta a uma pergunta destas – tinha perdido há poucas semanas uma gatinha de 11 anos que conviveu com a minha filha mais velha ainda bebé e chegou ainda a conhecer o meu filho mais novo, sem nunca haver problemas.
    Desisti de falar com associações e adoptei uma gatinha bebé poucos dias depois, através de um simples anúncio de “doa-se ninhada”. Tão simples quanto isso. A gata tem hoje 2 anos, é feliz, nós somos felizes com ela e os míudos nunca foram arranhados.
    Enfim, querem que se adopte mas depois vêm com preconceitos e ideias feitas… é pena.

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