AGAPE doa equipamento ortopédico à Santa Casa da Maia

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A Fundação AGAPE, Organização Não Governamental sem fins lucrativos sediada na Suécia, entregou à Santa Casa da Misericórdia da Maia, algumas toneladas de material ortopédico. São cadeiras de rodas de vários modelos, camas articuladas com colchões anti escaras, andarilhos e material que é pedido pelas instituições, “enfim, todo o tipo de material que é necessário”, afirma José Augusto, representante do director geral da fundação em Portugal.
Chegou tudo num camião TIR, com 27 metros de comprimento que trazia no seu interior entre sete e 10 toneladas de material, num valor que deverá rondar os 300 mil euros. À porta do lar dr. Vieira de Carvalho, estava a provedora, Maria de Lurdes Maia, que não escondia a ansiedade, e o representante da fundação, José Augusto, glória do futebol português. Logo depois chegou o antigo provedor, Fernando Almeida, que quis acompanhar de perto este momento.

Maria de Lurdes Maia leu no jornal que a Câmara Municipal da Maia tinha recebido material de ajudas técnicas e que, em princípio, algo iria chegar às IPSS do concelho. Nessa altura perguntou à vereadora da Acção Social e Ana Miguel Vieira de Carvalho disse-lhe como o material tinha chegado à Maia. Resolveu mandar um e-mail para Carlos Quaresma. E a resposta chegou quase de imediato. “Entrou em contacto comigo, disse que sim, que era possível, disse-nos qual era o tipo de equipamento que têm, falei com a directora técnica do lar, vimos quais eram as necessidades e fizemos uma lista, condicionada aquilo que a fundação tinha disponível”, explica.
Pediram camas articuladas, colchões, macas, banheiras, cadeiras sanitárias, cadeiras de rodas, andarilhos. Sei que também vem equipamento, sofás, móveis, televisões”. Coisas que “nos dão muito jeito porque aquilo que nós pedimos era mesmo aquilo que nós precisávamos para este espaço e para o outro que vai ser brevemente inaugurado”.

E na hora da chegada do camião não escondeu a satisfação. “Estava ansiosa com a chegada do camião para olhar para o seu interior, estava com muita expectativa, por isso é que fizemos o pedido ao sr. Carlos Quaresma, através da fundação, para podermos receber algo que possa enriquecer e melhorar as condições deste lar e do lar que estamos a construir em Milheirós”.
A obra do lar de Milheirós está a avançar não tão rápido quanto desejavam porque tiveram que fazer algumas alterações. Mas a provedora garante que está a correr em “bom ritmo”. “Estamos com a expectativa que a construção em si esteja completamente concluída em Agosto. É para aí que nós estamos a apontar. Depois, logicamente, é preciso equipar e mobilar e aqui vem, com certeza alguma coisa que nos vais permitir ajudar a equipar esse espaço, que vai ter capacidade para 14 utentes em regime de lar”.
Com este equipamento “vamos também servir pessoas que necessitem, porque temos muito apoio domiciliário e agora vamos quase triplicar a capacidade de resposta”, acrescentou Maria de Lurdes Maia.
O material recebido, transportado da Suécia a expensas da Instituição, vai reforçar a capacidade Misericórdia da Maia, que presta apoio a cerca de 430 idosos.

José Augusto, agora ocupa parte do seu tempo a representar a fundação AGAPE em Portugal. Uma função que desempenha de bom grado, garante. “Faço-o porque é uma causa justa, não perco tempo absolutamente nenhum porque sou dono do meu tempo e tenho muito gosto em estar presente na chegada destas doações porque são doações que realmente vêm trazer a estas instituições material de qualidade e que serve bastante bem aos utentes destas instituições, não só às misericórdias mas também às câmaras municipais bastante onerosas e só me posso congratular por esta causa”, justifica.
Deixou ainda uma palavra de apreço a Carlos Quaresma, um português radicado na Suécia, “por se ter lembrado que era português e que Portugal necessitava destas doações e pelo bem que está a fazer a estas instituições em Portugal”.

De acordo com o director geral da AGAPE, Carlos Quaresma, em declarações a PRIMEIRA MÃO, em ano e meio a fundação já forneceu material ortopédico a 86 instituições portuguesas, entre câmaras municipais, misericórdias e núcleos da Cruz Vermelha Portuguesa. E já foram aprovados apoios a mais 28 municípios, 34 misericórdias e 18 instituições nos Açores, que estão à espera de transporte.
Dentro de duas semanas, acrescenta o responsável, deverão seguir para Portugal mais oito camiões TIR, com destino a Sines, Bombarral, Montecorvo, Seixal, Oeiras, Cantanhede, Sabugal, Guarda. “Nunca pensei que Portugal estivesse tão necessitado”, afirmou.

Isabel Fernandes Moreira