Alunos olham pela saúde dos mais novos

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Ainda há crianças que não tomam o pequeno almoço antes de sair de casa ou que não ingerem os alimentos adequados. Há também as que saltam o lanche da manhã. Assim como são muitas as que continuem a ingerir guloseimas entre quatro e cinco dias da semana. Também com regularidade, “a maior parte das crianças pratica exercício físico”.

Estes são apenas alguns indicadores dos hábitos alimentares e de prática de exercício físico das crianças maiatas, avaliados pela equipa do projecto “Pela Rua Rica Saúde”. São cinco alunos do 12º D da Escola Secundária da Maia, que amanhã levam ao auditório da biblioteca escolar o colóquio “Hábitos alimentares e prática de exercício físico saudáveis”, no âmbito da Área de Projecto.

O encontro começa às 09h00, com a divulgação dos resultados dos inquéritos realizados a mais de 60 alunos do primeiro ciclo do ensino básico, com idades entre os seis e os dez. A coordenadora da equipa, Ana Lídia Dias, admite chegar também aos pais, no sentido de adoptarem um modo de vida mais saudável:

[audio:31marco_ana_lidia_criancas.mp3]

A equipa propôs-se apresentar um projecto “com um aspecto profissional, com tudo cientificamente comprovado e com alguma credibilidade”. Mas nem tudo foi fácil no percurso. Desde logo, para chegar ao público-alvo do estudo, já que não foi fácil chegar a uma escola para aplicarem os inquéritos. O obstáculo foi ultrapassado quando o pároco da Maia, Domingos Jorge, abriu as portas da catequese para inquirirem quem a frequenta.

Colocadas as questões, os resultados foram controlados cientificamente pela Faculdade de Ciências da Nutrição e da Alimentação e pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FCNAUP). Entre as conclusões, destaca-se o pequeno almoço deficitário das crianças maiatas:

[audio:31marco_ana_lidia_peq_almoco.mp3]

A agravar a situação está o facto de apenas 80% realizarem o lanche da manhã, tornando demasiado longo o espaço entre as refeições.

Mais animadores foram os resultados dos inquéritos no que ao almoço diz respeito. Todos fazem a refeição e destacam da ementa habitual ingredientes como a massa, o peixe e a carne e a salada, com 74 por cento a admitir gostar de a ingerir. Superior é a percentagem dos que confessam gostar de sopa (79%) ainda que todos admitam que a comem, pelo menos, ao almoço, “em especial os que almoçam na escola ou nos ATL’s, o que demonstra que a escola tem uma grande influência na alimentação das crianças”, reconhece Ana Lídia.

Estas e outras conclusões serão amanhã divulgadas pelos cinco alunos. Segue-se a palestra sobre “Prática de Exercício Físico e a sua influência no desenvolvimento das crianças e jovens”, a cargo da docente de Desporto do Instituto Superior da Maia (ISMAI), Teresa Figueiras. Já depois de uma pausa, Bela Franchini, docente e investigadora da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação do Porto, fala sobre “Alimentação e Rendimento Escolar”.

Segue-se uma intervenção do vereador da Juventude da Câmara da Maia e um workshop de “Culinária Prática e Saudável”.

Marta Costa