Alunos orientam-se com profissionais (áudio)

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Jornalista, polícia e médico. São apenas alguns exemplos das actividades que estiveram no sábado representadas em mais um Dia das Profissões, promovido pela Associação de Pais da Escola EB 2,3 de Gueifães. Mas que, e pelo quarto ano consecutivo, contou com o apoio do Serviço de Psicologia e Orientação.

A iniciativa enquadra-se no âmbito da Orientação Vocacional, daí estar direccionada para alunos do 9º ano de escolaridade. As áreas dos profissionais convidados – saúde, tecnologias, línguas, artes, serviços e até as energias renováveis – foram alvo de um levantamento prévio, tendo em conta as áreas de ensino dos alunos em questão e aquilo que mostraram ser as suas opções de futuro. Nestas apresentações, os estudantes ficaram a saber, sucintamente, qual a formação exigida para cada profissão, quais as tarefas desenvolvidas, bem como as potencialidades e as fragilidades de cada sector. Do jornalista da área digital Manuel Molinos ouviram, por exemplo, o conselho: “se sentirem vontade, se sentirem muito gosto, sigam”. E o alerta para a importância de dominar bem o Português e as línguas, bem como as técnicas, referindo-se às novas plataformas que vão surgindo. E se, no jornalismo, “todos os dias há coisas diferentes”, o mesmo se pode dizer de um agente policial. Luciana Couto, da PSP da Maia, foi à EB 2,3 de Gueifães confessar que prefere o carro patrulha à fiscalização de trânsito, porque “é sempre uma novidade”.

Embora reconhecendo que o tempo que cada profissional dispõe para a apresentar a sua actividade “é limitado” – 15 minutos para cada apresentação – o presidente da associação de pais, António Cerqueira, acredita que é uma forma de os ajudar a percepcionar o futuro escolar e profissional. E porque esse tempo é curto, em relação ao ano lectivo anterior, a organização já optou por reduzir em dois o número de profissionais presentes e introduzir novidades. Este ano, com o testemunho de alguém ligado às energias renováveis, destaca o vice-presidente, Jorge Silva.

[audio:PROFISSOES.mp3]

Mas não foi a única alteração. Em relação ao último ano, optou-se também por juntar todos os alunos, em vez de realizar as sessões do Dia das Profissões em duas salas distintas.

Na reacção aos testemunhos apresentados, “alguns alunos fazem algumas perguntas, embora venham aqui essencialmente para colher algumas informações”, conclui António Cerqueira. Numa fase da vida em que “há muitas dúvidas”, acrescenta Jorge Silva que “a ideia é quem, depois da orientação vocacional e com esta apresentação, eles consigam orientar-se melhor e continuar a procurar”. Até porque os 10 e 11º anos que se seguem podem trazer mudanças a esse nível. Daí que alguns dos pais, nomeadamente o responsável pela associação, considerem “um bocadinho cedo” a obrigatoriedade de fazerem uma escolha logo no 9º ano.

[audio:AJUDA_PAIS.mp3]

Marta Costa