António Mendonça inaugurou novo centro dos CTT, com protestos à porta

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Foi com protestos dos trabalhadores dos CTT que o Ministro dos Transportes e Obras Públicas foi recebido à entrada do Centro de Operações de Correios (COC) do Norte, quarta-feira, na Zona Industrial da Maia.

António Mendonça, e o seu secretário de Estado, Paulo Campos, inauguraram o novo centro, o segundo maior do país, e que implicou um investimento de 12 milhões de euros. Um edifício sustentável que aposta nas energias renováveis e na optimização dos recursos naturais. E que, de acordo com o presidente dos CTT, Estanislau Costa, “vem dar resposta às exigências actuais e do futuro”, permitindo ainda “melhores condições de trabalho e uma melhor qualidade de serviço”.

A poucos dias do início da liberalização dos serviços postais, a 1 de Janeiro de 2011, o ministro trouxe um discurso de confiança no crescimento da economia nacional, afirmando que a empresa está pronta para os desafios do mercado. “Este centro é uma expressão que os CTT estão preparados para enfrentar os desafios da liberalização sem qualquer problema”. António Mendonça salientou “a qualidade do centro, do ponto de vista das condições de trabalho e do ponto de vista tecnológico”.
“É uma demonstração de que as nossas empresas têm capacidade, estão a apostar no futuro, têm qualidade, e permite-nos ter uma visão optimista relativamente à nossa economia e ao seu futuro”, acrescentou.

Enquanto era inaugurado o COC do Norte, do lado de fora cerca de duas dezenas de trabalhadores manifestavam-se, exigindo aos CTT o pagamento dos custos a mais nos transportes, devido à deslocalização de Gaia para a Maia.

Questionado pelos jornalistas, o presidente dos CTT, Estanislau Costa afirmava que “os protestos não têm razão de ser, porque são trabalhadores que foram deslocados para perto das suas residências, e por isso, não têm direito a agravamento de transportes”. De acordo com o administrador, existe um “normativo” na empresa, acordado com os representantes dos trabalhadores que prevê, sempre que há um agravamento dos custos com os transportes, “o pagamento de um subsídio, ou em alternativa, os trabalhadores optam por um mês de vencimento à cabeça”. Mas de acordo com Estanislau Costa, não é esse o caso.
Relativamente às acusações de “má gestão”, segundo os trabalhadores, o presidente dos CTT, contraria dizendo que a empresa “é uma das mais eficientes da Europa, e se conseguiu isso ao longo dos anos, é porque é bem gerida”.

Um edifício sustentável

Sustentabilidade, preocupações ambientais e eficiência energética foram as preocupações que estiveram na base da construção do edifício dos CTT, concebido pela Casais Engenharia e Construção. Aproveita ao máximo o movimento solar, proporcionado poupanças de energia, boa ventilação e iluminação dos espaços interiores. Utiliza clarabóias solares, em vácuo, permitindo iluminação natural das zonas operacionais e recorre a iluminação exterior com projectores LED. A Gestão Técnica Centralizada assegura o controlo de consumos, manutenção e condução das instalações e gestão de energia.

Fernanda Alves