António Saraiva reconhece no Clube dos Pensadores que o país está a melhorar (2)

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O presidente da CIP, António Saraiva, começou por afirmar, no debate no Clube dos Pensadores, no passado dia 15, que o país com o governo de António Costa está com uma condição diferente e encontra-se um pouco melhor.

“Os investimentos estão a ser feitos e estamos a atrair alguns investidores”, referiu, acreditando que, se algumas das reformas políticas forem avante, pode atrair ainda mais.

Saraiva reconhece que os indicadores macro-económicos estão melhores, com o desemprego e a dívida externa a diminuírem. Para o Orçamento de Estado de 2018, a CIP apresenta 14 propostas, que António Saraiva diz serem essenciais para o crescimento sustentado da economia nacional. Destas 14, sintetizou em três medidas muito importantes: «1- Fiscalidade mais simples e capaz de atrair investimento. Reduzir a taxa de IRC regularmente ao longo dos anos; 2- Financiamento e recapitalização empresarial; 3- Qualificação dos recursos humanos com base na produtividade. Medidas que apostem na formação e investimento na requalificação humana».

António Saraiva, quando questionado por Joaquim Jorge que moderou o debate, “se é a favor que as empresas distribuam alguns lucros pelos seus trabalhadores, respondeu que sim, “é uma prática louvável”, que recomenda, pois, é “uma forma de motivar os trabalhadores”.

Quanto ao aumento do SMM (Salário Mínimo Nacional), disse que o governo tem que diminuir a carga fiscal às empresas para que estas não fiquem sobrecarregadas e possam aguentar esse aumento.

Joaquim Jorge retorquiu em relação ao SMN, tendo em conta que a CIP em concertação social estava em desacordo. António Saraiva é a favor que o SMN esteja indexado à produtividade, ao crescimento económico e à inflexão. Joaquim Jorge insistiu e pediu para António Saraiva dizer qual era o valor que a CIP propunha. A resposta foi rápida: o seu valor deveria andar à volta de 557€/558€, todavia o seu valor ficou nos 580€.

Sobre a Auto Europa, mostra-se preocupado pela perda de diálogo social, acrescentando que, neste momento, está sem comando. Considera que ainda é possível retomar o diálogo e que é muito importante que os trabalhadores cheguem a acordo, pois não está apenas em causa a Auto Europa, mas uma quantidade de empresas que estão à sua volta e que dependem dela.

Sobre as eleições no PSD e Rui Rio, Saraiva pensa que é preciso esperar algum tempo para ver, mas, em termos parlamentares, deverá ser benéfico para o país. Na sua opinião, o governo neste momento está refém da esquerda parlamentar e seria bastante confortável receber algum apoio da direita, defendeu.

Por fim, afirmou que, com Rui Rio, “as coisas podem melhorar no entendimento com o governo de António Costa em sede de incidência parlamentar e nas relações institucionais. Isso será bom e pode tirar o PS da órbita do BE e PCP”.

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