Área Metropolitana do Porto diz que medidas do Estado de Contingência são as adequadas

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Eduardo Vitor Rodrigues - imagem Lusa

O presidente da Área Metropolitana do Porto considerou hoje que as medidas anunciadas pelo Governo para o Estado de Contingência são as adequadas, nesta altura, mostrando-se convicto que, nos transportes, há condições para que “tudo corra bem”.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje que as Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto vão ter, medidas específicas, desde rotatividade entre teletrabalho e trabalho presencial ao desfasamento de horários, a partir de terça-feira, no âmbito da situação de contingência devido à covid-19, anunciou hoje o primeiro-ministro que recordou que o risco de incidência da covid-19 é mais elevado nestas duas áreas metropolitanas, “por terem maior densidade populacional”.

Em declarações à Lusa, Eduardo Vítor Rodrigues que também lidera a Câmara de Vila Nova de Gaia, considera que mesmo as medidas que possam parecer exageradas, como a determinação de um limite máximo de quatro pessoas por grupo, em estabelecimentos a 300 metros das escolas, não o são, na medida em que pretende ser uma chamada de atenção aos cidadãos.

Do que foi anunciado hoje, a maior preocupação da Área Metropolitana do Porto (AMP) prendia-se com o setor dos transportes, matéria que tem vindo a ser trabalhada em articulação com todos os municípios, antecipando possíveis situações de sobrelotação.

“Se houver uma boa resposta resultante do compromisso que foi outorgado com os transportes públicos, nomeadamente com os privados, se houver adicionalmente um bom comportamento das pessoas, se todos fizermos a nossa parte, estou convencido que temos condições para que tudo corra bem”, afirmou.

Eduardo Vítor Rodrigues assinalou que no último mês foram introduzidas uma série de correções, nomeadamente com o reforço da oferta em função da procura, tendo sido ouvidos para tal todos os municípios individualmente.

“Desde que veio o dinheiro [do Governo] em junho, as coisas corrigiram-se. Demonstra-se com isto que muito da dificuldade de transporte decorria da incapacidade de encher o deposito. Desde que houve dinheiro a oferta corrigiu e o planeamento que nós fizemos foi não só para corrigir, como para reforçar. Agora não é possível reforçar 24 horas por dias, mas é possível reforçar nas horas de ponta”, disse, elogiando a medida do Governo de desfasamento de horários.

Sobre a decisão de delegar nas autarquias a decisão relativa à limitação do horário de encerramento dos estabelecimentos entre as 20:00 e as 23:00, Eduardo Vítor Rodrigues disse ser a adequado, sobretudo, no caso da Área Metropolitana do Porto onde existe uma grande heterogeneidade do território.

O autarca adiantou, que nesta matéria, a AMP não tomará qualquer posição metropolitana, no sentido de permitir que os municípios decidam individualmente e tem em conta a sua realidade particular.

(Com Lusa)