Aristides de Sousa Mendes homenageado em Gueifães

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Aristides de Sousa Mendes, diplomata português, salvou milhares de pessoas do holocausto nazi e é agora o nome de uma rua em Gueifães. A inauguração ocorreu 124 anos depois do nascimento do diplomata. Aristides de Sousa Mendes é o nome da via que vai marcar a nova centralidade da freguesia, onde já existe uma unidade de saúde familiar. Mesmo ao lado do equipamento clínico, vai nascer, em breve, o novo edifício da Junta de Freguesia de Gueifães.

 

A obra, que custou 700 mil euros, serve também para não deixar morrer a memória de Aristides de Sousa Mendes. Para isso, foi descerrado um motivo escultórico em homenagem ao diplomata mesmo ao lado da unidade de saúde.

Na cerimónia estiveram os netos do diplomata. Um deles, António de Sousa Mendes, lembrou a pertinência da homenagem ao avô, que "não viveu nem nasceu na freguesia de Gueifães". Mesmo assim, "é pertinente porque Aristides de Sousa Mendes não é uma figura local, não é uma figura que tenha feito algo na sua freguesia, no seu concelho. É alguém cuja mensagem deve ser de todos nós, por isso é pertinente que se faça a homenagem aqui ou em qualquer outro lado". António de Sousa Mendes destacou ainda o carácter humanitário do avô, ao considerar que "uma pessoa que salva pessoas que não conhece, cuja família acaba por ser prejudicada por causa do gesto dele, é algo que é difícil de fazer. Quantos serão capazes de fazer uma acção dessas?", desabafou.

Durante a inauguração, o presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, lembrou que a recém inaugurada via vai marcar a nova centralidade de Gueifães e que se trata de "um arruamento que já era preciso". Agora, a nova via "vai continuar a crescer" até à Rua Major Oliva Teles, "onde vai ser construída a nova urbanidade de Gueifães". De volta ao topónimo, Bragança Fernandes lembrou, em alusão a Aristides de Sousa Mendes, que "os homens são do tamanho dos valores que defendem" e lembrou que o diplomata foi "um herói nacional e o maior símbolo português saído da segunda guerra mundial". Homenagem, por isso, "justíssima", segundo Bragança Fernandes.