Assalto “cirúrgico” à Junta de Barca

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As contas ainda não são definitivas, mas deve rondar os cinco a seis mil euros o prejuízo do assalto ao Centro Cívico de Barca, o espaço sede da junta de freguesia. Foi já no primeiro fim-de-semana deste mês, na noite de sábado para domingo.

Classificando este assalto de “cirúrgico”, o presidente da junta admite que se tratou de um acto “muito calculado” ao ponto das autoridades não conseguirem recolher qualquer elemento que ajudasse na investigação e, consequentemente, a identificar os assaltantes. Terão sido mais do que um, admite Armindo Moutinho, e que certamente “não são iniciados”:

[audio:ASSALTO_BARCA.mp3]

Além de terem actuado com luvas, o autarca salienta que a primeira preocupação dos “amigos do alheio” terá sido subir ao telhado para desligar todas as formas de comunicação. Desde telefones às sirenes dos alarmes, que “cortaram e destruíram”, aliás, o mesmo que fizeram às centrais interiores. E assim ficaram mais à vontade para actuar no interior do edifício. Até “podiam levar tudo o que estava dentro da junta de freguesia que ninguém conseguia detectar que havia alguém em intrusão na junta”, admite Armindo Moutinho.

Maioritariamente, o que fizeram foi destruir e vandalizar o espaço, despejando as pastas de arquivo que estavam nos gabinetes. Além das moedas que levaram, mas em “valores simbólicos”, o presidente da junta não tem dúvidas que invadiram o edifício “propositadamente” para levar o ecrã plasma que tinha sido colocado no centro cívico. E apesar de estarem vários computadores expostos no laboratório informático, os assaltantes “não levaram mais nada”:

[audio:PLASMA_BARCA.mp3]

Feitas as contas, o prejuízo total deve rondar os cinco a seis mil euros.

No anterior mandato de Armindo Moutinho, já tinham tentado assaltar a junta de freguesia, mas o alarme soou e eles acabaram por fugir. Recorda ainda o autarca que outros assaltos houve no tempo do seu antecessor, mas sempre “roubos insignificantes”, mais marcados pela “destruição”.

Marta Costa