Autarcas da A41 e A42 querem reunião urgente com o Governo

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Os presidentes das Câmaras Municipais da Maia, Matosinhos, Valongo, Paredes, Lousada, Paços de Ferreira e Felgueiras vão solicitar uma audiência, com carácter de urgência, ao ministro das Obras Públicas. A decisão foi tomada, na segunda-feira, em conjunto, durante uma reunião que sentou à mesma mesa, na Maia, o sete municípios representados pelos presidentes da Maia, Paredes, Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras e os vice-presidentes de Matosinhos e Valongo.

O objectivo é abordar a questão das portagens que o Governo pretende introduzir nas A41 e A42, até agora SCUTS (sem custos para o utilizador), que passam nos sete municípios. Em nome dos autarcas, o presidente da Câmara Municipal da Maia reiterou a intenção de todos lutarem contra a colocação de portagens. “Nós queremos a todo o custo que as vias não tenham portagem”.

Bragança Fernandes afirma que cada município tem os seus motivos. Uns alegam ser prejudicial para a indústria local porque há empresas que foram edificadas tendo em conta a sua localização e caso sejam colocadas portagens, “os custos da matéria-prima e do produto final vão acabar por subir”. No entanto, há um problema que é comum a todos: a falta de vias alternativas. Na maioria dos casos, afirma, só existem vias camarárias. “É o caso da Maia que não tem estradas nacionais que possam servir e quem diz a Maia diz também os outros seis concelhos, afirma o edil.

Bragança Fernandes acredita que o ministro vai perceber qual é o problema dos presidentes dos municípios afectados pela medida do Governo. “Acho que ele vai perceber qual é o nosso problema e qual é o problema da população e qual é o problema social e económico porque, de facto, o Norte está a passar e que se houver portagens, não tenho dúvidas de que a economia vai piorar e o desemprego aumentar”, enumera.

O presidente da Câmara da Maia, assim como os restantes elementos que estiveram neste encontro estão convencidos que a reunião vai servir para sensibilizar o ministro para a questão. “Espero que ele nos atenda e se ele nos atender, depois partiremos para outras acções se for caso disso”, garante.

No entanto, de acordo com o que foi divulgado no final do encontro, não foi discutida nenhuma medida a tomar caso o ministro não esteja disponível para conversar com os autarcas.

O assunto, e uma vez que a Maia, Matosinhos e Valongo integram a Junta Metropolitana do Porto, será também discutido em reunião deste organismo, garante Bragança Fernandes.

Segundo o porta-voz dos autarcas na base desta decisão só poderá estar “falta de conhecimento do terreno”. Para Bragança Fernandes quem definiu os critérios “ou não foi ao local ou não conhece a região porque para ter alternativas teriam que existir estradas nacionais e isso não existe”.

Os autarcas esperam que o encontro com o ministro seja marcado, no máximo, dentro de duas semanas. Depois disso, é que poderão vir a estudar outras medidas a tomar, isto caso o ministro se mostre intransigente. “Julgo eu que vamos chegar a bom termo”, concluiu o presidente da Câmara da Maia. “Tem que haver excepções e essas têm que ser estudadas mas só depois da reunião tomaremos qualquer outras decisão”, reiterou.

Petição contra portagens na A41 e A42

Na Internet está disponível uma petição contra as portagens nas duas vias. Dizem os promotores que “é injusta a existência de portagens nestas duas "autoestradas", na medida em que, todos os dias, milhares de pessoas as utilizam por forma a deslocarem-se para o trabalho. E se o português tem uma qualidade de vida cada vez menos visível, com a criação destas portagens, vai continuar a piorar”. Até agora a petição tem cerca de três dezenas de assinaturas.

Na Internet em:

Isabel Fernandes Moreira