Autarquia com novo programa de atividades para crianças com necessidades educativas especiais

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Projeto da Equipa Terapêutica de Apoio à Multideficiência e ao Autismo
Imagem de Arquivo PM
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A câmara da Maia decidiu criar um programa de atividades dedicado a crianças com necessidades educativas especiais que inclui sessões de natação, terapia assistida por cavalos e musicoterapia, fez saber o presidente da autarquia, António Silva Tiago, à Agência Lusa.

Em causa está estender o Programa “Com Sentidos”, que existe nesta autarquia, a todo o ano letivo. Estão abrangidas crianças com paralisia cerebral, perturbação do espetro do autismo, multideficiência, doença metabólica, entre outras patologias.

O presidente da Câmara da Maia declarou que a autarquia verificou que as férias letivas representavam uma dificuldade acrescida para as famílias de muitas crianças com necessidades educativas especiais. “Por isso, desenhamos este programa ocupacional, inteiramente gratuito, que vai de encontro à solução desse problema e, estamos convictos, acrescenta uma pequena porção de felicidade quer às famílias beneficiárias quer a todos nós que cumprimos a nossa missão. Na Maia, ninguém fica para trás”, referiu o autarca.

Entre as atividades projetadas para este ano, conforme se lê na descrição do programa, estão a cinoterapia, musicoterapia, pintura, desporto adaptado, bem como sessões de sessões de cinema, teatro, concertos e circo, somando-se passeios pelo zoo da Maia e atividades em parques temáticos.

“[O objetivo é] proporcionar o contacto com pessoas e espaços diferentes, quebrando a rotina, serão desenvolvidas uma série de atividades promovidas fora do espaço escola”, refere a descrição do programa.

Este programa, que visa as crianças inscritas nos Centros de Apoio à Aprendizagem das Escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico da rede pública do concelho da Maia, tem inscrita uma verba de investimento a rondar os 24 mil euros.

A proposta apresentada pelo presidente da Câmara e pela vereadora da Educação no final do ano passado refere-se aos “Desafios para a Equidade na Educação” e declara: «a nossa ação deve contribuir para o desenvolvimento global dos alunos, promovendo um trabalho terapêutico específico dirigido às suas áreas mais sensíveis e envolvendo, implicando e aumentando o seu potencial. Por outro lado, deve proceder à articulação adequada com os professores e terapeutas de modo a promover-se o trabalho convergente e centrado nas necessidades e caraterísticas das crianças».

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