Avale poderá acabar com CAMED

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O CAMED – Centro de Apoio Médico e de Enfermagem ao Domicílio da Associação de Freguesias do Vale do Leça (Avale) poderá estar com o fim anunciado. Não será por falta de utentes mas porque as Unidades de Saúde Familiar que abriram as portas na área de influência do AVALE – Águas Santas, Gueifães e Milheirós, “já conseguem dar uma resposta adequada às necessidades da população”.
O anúncio foi feito pelo presidente da Associação de Freguesias do Vale do Leça (AVALE), Mário Gouveia, durante uma conferência de imprensa, esta terça-feira, na qualidade de candidato à Câmara da Maia, onde fez o balanço da actividade de uma semana dedicada à saúde. “Para nós, na altura em que foi implementado o serviço as USF não estavam criadas, mas penso que, neste momento, se assim for o entendimento dos presidentes de Junta de Freguesia, depois das eleições, poderá ser um serviço que deixará de ter lógica de existir”, afirmou Mário Gouveia.

Recorde-se que o CAMED começou a funcionar em Abril de 2007 com o objectivo de proporcionar acesso a cuidados de saúde a preços sociais. O utente, ou associado paga uma mensalidade de dois euros e os domicílios custam entre três euros (enfermagem) e cinco (medicina geral). A iniciativa pertence à Associação de Freguesias do Vale do Leça (Avale), que começou por congregar as freguesias de Águas Santas, Gueifães, Milheirós e Pedrouços, sendo que esta última acabou por abandonar o projecto.
Na altura, dos 53 mil habitantes das quatro freguesias, sensivelmente metade da população do concelho da Maia, 18 mil não tinha médico de família. Hoje em dia, de acordo com o o balanço feito na conferência de imprensa, esse número não chega aos três mil.

IFM