Avança a limpeza de terrenos da Siderurgia

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Deve estar para breve a limpeza dos terrenos da Siderurgia Nacional, em S. Pedro Fins. Em causa está a remoção dos resíduos resultantes do funcionamento do forno eléctrico, até ao ano de 2006.

A 6 de Janeiro foi publicado em Diário da República o diploma relativo à prorrogação dos prazos do respectivo concurso público. A empresa vencedora terá 195 dias para executar os trabalhos.

De acordo com os termos de referência do concurso público, a cargo da Urbindústria – Sociedade de Urbanização e Infraestruturação de Imóveis, S. A., os trabalhos consistem na “remoção dos pós de despoeiramento e outros resíduos resultantes da laboração do forno eléctrico da Maia até ao ano de 1996, acumulados nos terrenos da ex-Siderurgia Nacional, actualmente propriedade da Siderurgia Nacional – Empresa de Produtos Longos” e “fortemente contaminadas com zinco, chumbo e cádmio”, pode ler-se no mesmo diploma.

O processo já tinha começado há cerca de quatro anos, mas a transferência dos resíduos para uma mina a céu aberto, em S. Pedro da Cova, no concelho de Gondomar, acabou por ser suspensa.

O diploma publicado no início do ano deixa o presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro Fins satisfeito. Marques Gonçalves considera que as “entidades competentes acordaram para a realidade”.

Ouça as declarações do presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro Fins:

[audio:MARQUES_SIDERURGIA.mp3]

As denúncias continuam, versando sobre questões como a contínua movimentação de escórias no local, a deposição das sucatas e o aspecto visual da fábrica.

Ouça as declarações de Marques Gonçalves:

[audio:DENUNCIA_SIDERURGIA.mp3]

Estes aspectos foram mencionados pela Junta de Freguesia de S. Pedro Fins no âmbito do processo de concessão da licença ambiental à Siderurgia Nacional.

Marta Costa

(Notícia a desenvolver na edição desta semana de Primeira Mão)