O bairro do Sobreiro deve ficar com nova “cara” no final deste ano. Uma grande remodelação está a decorrer a bom ritmo, tendo, no início deste mês, sido demolido um bloco de 4 andares na Rua Central do Sobreiro.

A demolição deste bloco 63 vai permitir que por esta área, agora livre, seja construído um novo arruamento, que vai ligar a rua Central do Sobreiro à rua Altino Coelho.

Não só nas habitações haverá melhoramentos, a requalificação irá abranger os arruamentos e espaços públicos envolventes. Uma das novidades é a construção da nova Praça do Oxigénio, que será o nome do novo Centro Comunitário, a marcar uma nova “referência” da arquitetura da cidade.

A obra está a ser conduzida em parceria entre a Câmara Municipal da Maia e a Espaço Municipal.

Silva Tiago, o presidente do executivo da Maia, fala com muito agrado da requalificação de todos os fogos de habitação social do concelho e deste em particular por ser um ponto bem no coração da cidade.

“Aquilo que estamos a fazer é abrir o bairro à cidade. Ninguém passava lá, passavam à volta e o bairro era uma coisa esquisita. O município está a esventrar o bairro e a construir vias novas, de ligação às grandes vias de comunicação do centro da cidade”, afirma Silva Tiago.

O autarca sublinha que “esta vai ser uma aposta boa” para a Maia, sendo que as obras estão em bom ritmo, prevendo-se que as intervenções na totalidade das 4 torres fiquem concluídas no final deste ano.

As intervenções não se limitam a obras de fachada, pelo contrário trata-se de obras profundas incidindo em: melhores isolamentos acústicos, térmicos e impermeabilizantes, reconstrução das coberturas e telhados; colocação de caixilharias duplas; requalificação de áreas verdes e ajardinadas.

A requalificação urbanística conseguiu aproveitar o apoio de fundos comunitários. A Câmara da Maia investe mais de 21 milhões de euros no bairro do Sobreiro -Maia I e Maia II. Este investimento é comparticipado no âmbito do Portugal 2020 e através de planos como o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano ou ligados à aposta na eficiência energética.

Na apresentação pública do projeto, no ano passado, Silva Tiago aludiu a uma correção de “um erro urbanístico histórico”, que ao longo dos anos revelou a sua “inadequação à realidade humana e social da Maia”. Assim, nada será como antes, e a “requalificação vai abrir horizontes e dar a esta paisagem urbana uma nova amplitude, novas vistas e, sobretudo, vai permitir que se respire um outro espaço urbano”.