BE a favor do Tanatório na Maia mas contra a sua concessão

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Imagem de capela no Chile_Arquivo

A exploração do Tanatório da Maia é algo que a população tem sentido necessidade há anos. A procura por este tipo de serviços no país tem sido crescente com o passar do tempo.
Para corresponder a esta necessidade, a Câmara Municipal da Maia lançou um concurso público a nível internacional para a construção e exploração deste projeto. A construção da obra será concessionada a uma empresa privada no prazo de 30 anos.

Precisamente, neste aspeto, os bloquistas discordam da opção. Os deputados do BE creem que o investimento para este projeto tem natureza pública, e que, portanto, a sua gestão deve estar entregue à administração pública local.

E acrescentam que a decisão de lançar um concurso público internacional para concessionar o espaço a uma gestão privada “reduz o papel das Juntas de freguesia como agentes locais de serviço público”.

Ainda assim, o Grupo Municipal do Bloco de Esquerda confere a relevância deste equipamento no concelho, tomando consciência que “em algumas autarquias, os cemitérios têm a sua capacidade esgotada” e que seria uma obra justificativa para a saúde ambiental e pública.

Embora concordantes com o projeto apresentado, o Bloco de Esquerda discorda dos moldes da sua concretização. Deste modo, absteve-se na decisão sobre o lançamento do concurso de concessão, que contempla a conceção, construção e exploração do Tanatório, a funcionar a partir de 2022, previsivelmente.