Bombeiros de Pedrouços em exercício num “acidente” com três viaturas

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Quatro feridos ligeiros e uma vítima mortal. É o resultado de um acidente que envolveu três viaturas ligeiras, no passado sábado, junto à fonte luminosa, em Pedrouços. A viaturas acabaram por capotar num terreno baldio, ali próximo. O aparatoso acidente despertou a curiosidade de alguns dos moradores e automobilistas que iam passando pelo local, mas depressa acabavam por verificar que tratava-se apenas de um exercício operacional dos Bombeiros Voluntários de Pedrouços. Uma viatura em fuga com uma vítima sequestrada na mala, que acabou por embater em mais duas viaturas ao tentar refugiar-se no terreno abandonado, foi o cenário criado para este acidente.~

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Este exercício operacional foi organizado no âmbito do 27º aniversário da associação humanitária, envolvendo todos os elementos e valências do corpo activo. O objectivo foi testar a capacidade de resposta da corporação em situações de emergência.

As primeiras viaturas de socorro, chegaram ao local do acidente pelas 16h00. O alerta foi recebido por volta das 15h57. Devido à proximidade do quartel, os bombeiros chegaram rapidamente ao local do acidente. “Foram disponibilizadas todas as viaturas do corpo, duas ABSC; uma ambulância de cuidados intensivos; três viaturas ABTD para vítimas com menos risco. Como prevenção veio para cá uma viatura de combate a incêndios e também foi instalado o posto de comando devido ao movimento de viaturas e de pessoal”, referiu o comandante da corporação, Domingos Brites.

Todas as vítimas foram imobilizadas devido à suspeita de fracturas de coluna e membros superiores. Os bombeiros tiveram ainda de recorrer a meios de desencarceramento para retirar três das vítimas, sendo que uma delas já se encontrava sem vida. Um dos bombeiros teve ainda de ser assistido no local, devido a uma ligeira indisposição.

Depois de imobilizadas, as vítimas foram evacuadas para os hospitais de São João e Santo António, no Porto; Hospital Pedro Hispano em Matosinhos e Hospital Santos Silva em Vila Nova de Gaia.

Quando já todas as vítimas tinham retiradas do local do acidente, os bombeiros foram surpreendidos com a deflagração de um incêndio numa viatura, que acabou por estender-se às outras duas viaturas. O fogo foi rapidamente extinto, uma vez que já se encontrava no local, por prevenção, uma viatura auto-tanque. O exercício operacional foi dado por concluído pelas 17h25.

Praticar para fazer melhor

O comandante da corporação, Domingos Brites considera importante este tipo de exercícios. Por duas razões: Primeiro, “para a população ver o nosso trabalho, porque não se apercebe do que se faz no quartel ou quando vamos para os acidentes e outras situações de emergência”, e segundo, “a nova lei orgânica obriga a que haja uma instrução mais aprofundada, mais contínua, e os materiais têm de ser cada vez mais bem tratados, para que o socorro tenha qualidade”. Para além disso, o exercício faz parte de um programa de formação contínua de todos os elementos da corporação, de forma a que a sua intervenção no socorro, tenha cada vez mais qualidade.

Ao longo de todo o exercício, o comandante Domingos Brites esteve atento ao desempenho dos seus homens. E em jeito de avaliação, diz que foram detectadas algumas falhas, que, para aquele responsável, podem acontecer em qualquer situação, “real ou não real”. “Estas falhas serão vistas e revistas, na avaliação que vamos fazer no quartel. Os elementos que estiveram no socorro vão dizer onde se sentiram mais ou menos à vontade, e eu irei corrigir toda as situações detectadas”, adiantou. Uma das situações que, para o comandante, necessita de ser aperfeiçoada, diz respeito às comunicações. “Tem de haver mais prática, eles têm de perceber que tendo um rádio na mão, o que se disser tem de se dizer com certeza. Porque o outro lado está à espera da informação para encaminhar os meios necessários para proceder ao socorro. Temos de dar as informações completas, com calma, concisas, com serenidade e disciplina”, sublinhou. Nesse sentido, estão já programadas, no âmbito do exercício de instrução, quatro exercícios de comunicações.

Para Março, está já programado mais um exercício operacional, desta feita, com matérias perigosas. Uma área a trabalhar, uma vez que a corporação é chamada muitas vezes a intervir em situações, sobretudo acidentes rodoviários, dada a sua proximidade com as auto-estradas e outras vias de comunicações. O comandante Domingos Brites, está consciente que a corporação não tem os meios suficientes para intervir em acidentes com matérias perigosas, mas considera que a corporação deve estar preparada para agir com os meios de que dispõe, pelo menos, enquanto não chegam os meios de outras corporações mais bem equipadas.

Fernanda Alves