Bombeiros do distrito do Porto alertam para dificuldades na emergência médica

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imagem de arquivo

Trinta e três das 45 corporações de bombeiros do distrito do Porto entregaram hoje “simbolicamente” as chaves das ambulâncias ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) de forma a alertar para as dificuldades logísticas e financeiras do setor.

“A situação é insustentável e coloca em causa a emergência médica. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) não tem apoiado com a quantidade suficiente nos equipamentos de proteção individual (EPIs). Estamos ao serviço do Estado e não estamos protegidos, nem conseguimos proteger as populações”, disse o comandante dos Bombeiros Voluntários (BV) de Paredes.

José Morais falava aos jornalistas à porta da delegação do INEM do Porto e junto a outros comandantes e presidentes de associações humanitárias do distrito antes da comitiva ter sido recebida pelo diretor regional do INEM.

Já num comunicado distribuído à imprensa lê-se que “as associações signatárias manterão as ambulâncias INEM inoperativas por falta de EPIs, cuja responsabilidade de apoio e entrega é do Estado através do INEM e da ANEPC”.

No entanto, a comitiva frisou que “o socorro às populações nunca estará em causa” e que a entrega simbólica das chaves das ambulâncias Posto de Emergência Médica (PEM) “serve para chamar a atenção para as enormes dificuldades das corporações de voluntários sobretudo num momento em que o quadro epidemiológico [pandemia da covid-19] se tem agravado”.