Bragança Fernandes pede solução urgente para “incongruências” no tarifário do Metro

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Depois de vários alertas para o facto de utentes do metro estarem a pagar valores diferentes para a mesma viagem, o tarifário intermodal vai ser analisado, esta sexta-feira, pela Transportes Intermodais do Porto, empresa participada pela Metro, STCP e CP, e que é responsável pela gestão do tarifário e do sistema de bilhética Andante.

Bragança Fernandes, presidente da Câmara Municipal da Maia já se manifestou contra esta situação, exigindo uma solução que ponha termo a um problema que dura há vários anos.
A empresa Metro do Porto, através do assessor de imprensa, Jorge Morgado, admite a existência de uma situação que apresenta “incongruências”, esclarecendo que “não é um defeito nem uma ilegalidade do sistema”. Ainda de acordo com o porta-voz da Metro, esta é uma questão que a empresa não pode resolver sozinha. “Estamos a trabalhar em conjunto com a TIP”, adiantou.

Mais 25 a 30 cêntimos

A variação no tarifário do metro, no mesmo percurso, levou à criação de um manifesto na internet, denunciando as situações em que ocorrem essas “incongruências”. Segundo as contas do autor do site, existem 794 casos. Ou seja, 12 por cento do total de viagens possíveis, em que um mesmo trajecto do metro tem preços diferentes consoante o sentido do percurso.
A diferença de tarifário situa-se entre os 25 e os 30 cêntimos. Os concelhos mais afectados são a Maia, Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Gondomar.

A “incongruência” no tarifário intermodal ocorre quando clientes ocasionais (cartão Andante azul), provenientes das respectivas linhas mudam na Trindade para a linha Amarela e se dirigem para o Pólo Universitário/Hospital de São João – aqui começa uma nova zona do tarifário Andante, obrigando o utilizador a pagar mais uma zona, ou seja, mais 25 cêntimos. No sentido inverso, isso já não acontece. Ou seja, independentemente de se tratar do mesmo percurso, o preço varia conforme o sentido da viagem.
Nos restantes transportes públicos que utilizam o sistema intermodal, STCP, CP e operadores privados, a diferença no tarifário chega aos 30 cêntimos.
O problema atinge essencialmente o metro, porque nos restantes operadores não há muitas carreiras a fazer aquele percurso.

A situação levou já à intervenção do Bloco de Esquerda, entregando um requerimento na Assembleia da República, solicitando esclarecimentos do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
Também o PCP, através do deputado Honório Novo, exige a intervenção do Governo, de forma a acabar com a “disparidade” existente há vários anos no tarifário intermodal Andante. Para o efeito, entregou na Assembleia da República, um requerimento onde refere que a “discrepância” de valores comprova uma política de preços “errada e especulativa”.

Fernanda Alves