Call Center de rastreio colaborativo já atendeu mais de 33 mil pessoas

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Imagem Tânia Ramos CMM

A Maia tem um call center com 10 colaboradores a funcionar no edifício da antiga Junta de Freguesia Cidade da Maia, junto ao Zoo, que recebeu a visita do presidente da Câmara da Maia, esta quinta-feira à tarde, para um balanço do trabalho já realizado entre 17 de novembro e 13 de janeiro.

A equipa de funcionários da Câmara da Maia está a realizar o rastreio colaborativo Covid-19, no âmbito do projeto “Vamos Salvar Portugal”, sob a coordenação da Unidade de Saúde Pública de Maia-Valongo.
 
Entre o dia 17 de novembro de 2020 e o dia 13 de janeiro de 2021, foram entrevistados no universo do ACES Maia/Valongo 7963 utentes COVID-19 e rastreados os seus respetivos contactos de alto risco, num valor estimado de 33.622 pessoas.
 
O projeto, que conta com a colaboração com a Administração Regional de Saúde do Norte e Forças Armadas, desdobra-se em duas equipas, uma a funcionar em Valongo e outra na Maia.

Em terras maiatas o projeto teve a colaboração direta da Junta de Freguesia Cidade da Maia, que cedeu as instalações, e da Câmara Municipal da Maia, que tratou de toda a restante logística, como computadores, telefones, internet e os recursos humanos.

“Um atendimento eficaz” é realizado por esta equipa, realça Silva Tiago, presidente do município da Maia, “e conseguimos chegar até às pessoas que tiveram contactos de risco com pessoas que testaram positivo à Covid19”.

De acordo com o autarca maiato, “este projeto tem surtido muito efeito e o que desejamos é que seja replicado em muitos concelhos do país para Salvar Portugal desta pandemia”.

Olga Freire, a presidente da Junta da Cidade da Maia, afirmou ao Maia Primeira Mão que esta Junta “sempre foi uma autarquia de proximidade e, portanto, não fazia sentido não estar disponível para as necessidades que a cidade tivesse, neste caso solicitadas pela Câmara da Maia e autoridades de saúde”. Assim sendo, “como a Junta tinha os edifícios disponíveis, é óbvio que colocou de imediato à disposição de todos o que fosse necessário para combater a pandemia e, como disse, o Sr. presidente da Câmara, para Salvar Portugal”.

Rita Silva, psicóloga, é uma das técnicas superiores da Câmara da Maia que aderiu a este trabalho do rastreio colaborativo. À nossa reportagem lembrou que a Maia já tem outros dois centros de rastreio, um em Gueifães e outro em Moreira.

A Câmara solicitou aos técnicos da área de Saúde a participação neste projeto. Os que aderiram tiveram uma ação de formação específica na ARS – Administração Regional de Saúde do Norte.

Rita Silva considerou que este trabalho da equipa é “muito importante, porque, muitas vezes, somos a linha de apoio para outras questões não relacionadas com a Covid19. É o caso de pessoas que se sentem isoladas, de precisarem de algum aconselhamento acerca de isolamento profilático…todo o trabalho que possamos fazer para ajudar estas pessoas é muito gratificante”.

Esta técnica adiantou ainda que os doentes Covid19 não apresentam tantas dúvidas quanto os seus contactos de risco, uma vez que aqueles são desde logo acompanhados pelo seu médico de família, enquanto estes não e “questionam-nos muito acerca de procedimentos de isolamento, principalmente quando têm que ser isoladas mais do que uma pessoa na mesma casa ou quando têm crianças pequenas”.